O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal ouvir, em até cinco dias, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.
De acordo com o magistrado,
Weintraub deu uma entrevista na qual são veiculadas “diversas informações
falsas acerca da atuação do Supremo Tribunal Federal e de condutas relacionadas
a um de seus membros”.
Na semana passada, Moraes abriu uma investigação
preliminar para apurar as declarações dadas pelo
ex-ministro da Educação em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”.
Weintraub disse que um dos dez
ministros do Supremo que lhe negaram habeas corpus tentou
comprar a sua casa num condomínio fechado, mesmo sem ela estar à venda.
“Eu vou contar um outro detalhe
picante. Moro numa casa, num condomínio fechado, uma casa boa. Um juiz do STF
estava procurando casa na região, dentro do condomínio. Viu a minha casa e
falou: ‘Pô, casa bonita, hein, de quem é?’ Falaram: ‘Abraham Weintraub.’
‘Pergunta para ele se não quer vender para mim’. ‘Não está a venda.’ ‘Pergunta
se quer vender para mim, já que ele não vai mais voltar ao Brasil.’
A decisão de Moraes de abrir uma
investigação preliminar foi tomada no chamado “inquérito das fake news”, que
apura ataques e ameaças ao Supremo.
O ministro determinou que uma
petição contendo o trecho da entrevista de Weintraub fosse separada num
procedimento próprio. Ainda não se trata de um inquérito, mas de uma etapa
prévia. A partir daí, poderão ser tomadas medidas para a apuração da conduta de
Weintraub.
No último despacho, Moraes
destacou que, “em uma primeira análise”, as condutas de Weintraub “se
assemelham às investigadas no âmbito” do inquérito das fake news. Assim, “se
mostra necessária a adoção de medidas destinadas à completa elucidação dos
fatos.”
A defesa de Weintraub disse que
não se manifestará sobre o processo por enquanto.
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