De acordo com o porta-voz do
Kremlin, Dmitry Peskov, as ameaças de Joe Biden não afetam o líder russo,
Vladimir Putin
A Rússia rebateu nesta
quarta-feira, 26, as declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden,
sobre o líder russo, Vladimir Putin.
Na véspera, o democrata havia ameaçado impor sanções pessoais ao ex-agente da
KGB, principal organização de serviços secretos da União Soviética.
“Do ponto de vista político,
não é doloroso — é destrutivo”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry
Peskov, em comunicado divulgado à imprensa. Ele advertiu que as medidas não
surtirão o efeito desejado por Biden.
Na terça-feira 25, o democrata
foi indagado se o governo norte-americano planeja retaliar pessoalmente o líder
russo. “Sim”, respondeu Biden, sem especificar o tipo de sanção que estaria
sobre a mesa. “Eu veria isso.” O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que eventual
invasão da Ucrânia traria enormes consequências para o mundo.
As sanções de Washington contra
pessoas estrangeiras implicam o congelamento de bens e a proibição de fazer
negócios nos Estados Unidos. Peskov ressaltou, no entanto, que a legislação
russa proíbe, em princípio, que as autoridades de alto escalão do governo
tenham ativos no exterior. Por isso, as investidas de Biden “não são, em
absoluto, dolorosas” para Putin.
Ensaio para a guerra
Na segunda-feira 24, os países da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciaram o envio de aviões e
navios ao Leste Europeu, para contrabalançar a concentração de tropas russas na
fronteira com a Ucrânia. Em comunicado, a aliança ocidental informou que
continuará a adotar as medidas necessárias para proteger e defender todos os
aliados.
Com a escalada da tensão, Reino Unido e Austrália iniciaram a retirada das famílias dos
funcionários de suas embaixadas em Kiev. Na mesma toada, os Estados Unidos retiraram parentes de
diplomatas da capital ucraniana.
Conforme noticiou Oeste,
o impasse nas negociações entre EUA e Rússia sobre a situação geopolítica da
Ucrânia deixou a Europa à beira de um conflito bélico. As saídas diplomáticas
estão se esgotando e a possibilidade de uma guerra não está descartada. Clique aqui para ler a
reportagem completa.
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