Expectativa para o governo
federal é de votação das reformas administrativa e tributária; Bolsonaro
confirmou o encaminhamento da PEC dos combustíveis ao Congresso Nacional
Deputados e senadores voltam ao
trabalho nesta semana, em Brasília. A sessão que marca a retomada do Congresso
Nacional deve acontecer na quarta-feira, 2. O governo afirma que a
expectativa é de votação das reformas administrativa e tributária, e o
presidente Jair
Bolsonaro já confirmou que a PEC dos combustíveis será
encaminhada aos parlamentares no início dos trabalhos. O mandatário, no
entanto, admite que por causa do ano eleitoral, pouco se deve
avançar. “Experiência própria: em ano eleitoral, o Congresso é mais cauteloso
em suas votações, bem como tem o recesso branco, que sempre existiu. Então
pouca coisa, com toda a certeza, vai ser aprovada”, afirmou o presidente. O
problema é que todas as atenções acabam para a articulação de candidaturas.
A chamada janela partidária, que
permite que políticos troquem de partidos sem perder o mandato, começa em 3 de
março e vai até 1º de abril. Em 2 de abril, quem não for filiado a uma legenda
não vai poder disputar o pleito. Até lá, as legendas devem ter movimentações
importantes. O Partido Liberal (PL),
por exemplo, deve ser o destino de um grande número de deputados da chamada ala
bolsonarista do Partido Social Liberal (PSL). Por outro lado, a
legenda também deve perder filiados, como o vice-presidente da Câmara, Marcelo
Ramos, que já se desligou oficialmente do PL afirmando que seria incompatível
sua permanência após a entrada do grupo de Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admite alterações fora
da janela partidária apenas quando houver incorporação ou fusão do partido,
criação de uma nova legenda, desvio no programa partidário ou grave
discriminação pessoal. Já no Podemos, que tem como pré-candidato o ex-juiz Sergio Moro, a
expectativa é que a legenda ganhe mais apoio do que perca aliados. A avaliação
do senador Álvaro Dias é de que o partido terá apenas duas baixas. Ele admite
também que 2022 será complicado para aprovações no Congresso também por
dificuldades da crise fiscal, crise financeira, problemas envolvendo fome, além
do combate à Covid-19.
Por Jovem Pan
*Com informações da repórter
Luciana Verdolin
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