
Danilo Yoshioka/Estadão CnteúdoPrisão ocorreu no âmbito
do inquérito que apura a realização dos atos bolsonaristas
de 7 de setembro
Detenção foi solicitada pela
subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, para quem as ‘abomináveis
mensagens’ ultrapassaram ‘todo e qualquer limite’
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta segunda-feira, 6, o ex-policial militar Cássio Rodrigues Costa Souza, que ameaçou matar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua família. No pedido de prisão, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, escreveu que “as abomináveis mensagens” do ex-policial ultrapassam “todo e qualquer limite”. A detenção foi autorizada por Moraes e ocorreu no âmbito do inquérito que apura a realização e o financiamento dos atos bolsonaristas convocados para esta terça-feira, 7. “As abomináveis mensagens permitem concluir no sentido da conexão dos fatos noticiados com o Inquérito de que se cuida, especialmente diante da expressa menção, em uma das publicações, ao investigado conhecido por ‘Zé Trovão’, que teve a prisão preventiva decretada nos autos”, diz um trecho da manifestação da PGR.
“Morra careca filho da p***,
terça-feira vamos te matar e toda a sua família seu vagabundo, advogadinho de
merda do PCC, sou militar e nós militares te eliminaremos”, diz uma mensagem
publicada por Costa Souza em seu perfil no Twitter (a reportagem omitiu a
palavra de baixo calão, mas reproduziu a publicação original). Na decisão que
autorizou a prisão do policial, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “a
conduta do requerido revela-se ilícita e gravíssima, constituindo ameaça ilegal
à segurança dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, revestindo-se de claro
intuito de, por meio de violência e grave ameaça – inclusive com ameaças de
morte –, coagir e impedir o exercício da judicatura, atentando contra a
independência do Poder Judiciário, com flagrante afronta à manutenção do Estado
Democrático de Direito, em patente descompasso com o postulado da liberdade de
expressão, dado que o investigado expressamente, declara o intuito de, mediante
violência e grave ameaça, forçar a destituição dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal”. Além disso, Moraes expediu ofício pedindo que o Facebook, o
Instagram, o Twitter e o Youtube bloqueiem os perfis do ex-policial.
Por Jovem Pan
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