
Antonio Galvan, presidente da Aprosoja Brasil, é alvo do
inquérito que apura antimocráticos (à dir.) e Ilson Redivo,
presidente do Sindicato Rural de Sinop-MT | Foto: Reprodução/NA
Ministro ordenou bloqueio de
contas e quer a identificação de transferências acima de R$ 10 mil
A sede da Associação Brasileira
de Produtores de Soja e Milho (Aprosoja Brasil) e sua filial no Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT) foram alvos
de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira, 6. A determinação partiu
do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que também mandou
bloquear as contas das entidades até quarta-feira 8. Ele ordenou ainda que
sejam identificados e informados os valores acima de R$ 10 mil transferidos a
partir das contas bancárias dessas entidades para outras entidades ou
terceiros, em quaisquer modalidades.
Assim como a prisão do ex-policial militar Cássio Rodrigues Costa Souza,
Moraes baseou-se em um parecer da subprocuradora-geral da República, Lindôra
Araújo, no processo que investiga a organização e o financiamento de atos
contra as instituições democráticas. No caso das Aprosojas, Lindôra apontou um
possível uso de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação e da
Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal.
Em nota, a Aprosoja Brasil, que
reúne 16 entidades estaduais e 240 mil produtores de soja, informou que suas
contas “seguem rigorosas regras de compliance“. Com isso, “não foi
nem pode ser feita nenhuma movimentação irregular”.
Já a Aprosoja-MT e seus
dirigentes garantem que “jamais financiaram, apoiaram ou convocaram a população
para atos criminosos e violentos de protesto”. A associação afirma prezar
“pelos preceitos legais e constitucionais, e já está disponibilizando toda a documentação
solicitada, pois é a principal interessada no esclarecimento dos fatos.”
Íntegra da nota da Aprosoja
Brasil:
“As contas da Aprosoja Brasil
seguem rigorosas regras de compliance. Desta forma, não foi e nem
pode ser feita nenhuma movimentação irregular nas contas da entidade, pois os
gastos são utilizados estritamente com as atividades fim da Aprosoja Brasil.”
Nota de esclarecimento da
Aprosoja-MT:
“Em relação à medida judicial
cumprida nesta segunda-feira (6.9.2021), na sede da Associação dos Produtores
de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a entidade esclarece
que se trata de decisão nos autos do Inquérito 4879/DF, que apura a convocação
da população, por meio das redes sociais, a praticar atos criminosos e
violentos de protesto, às vésperas do feriado de 7.9.2021, durante uma suposta
manifestação e greve de “caminhoneiros”.
A decisão determinou:
1) o bloqueio de saques das
contas bancárias da Aprosoja-MT, até o dia 8.9.2021, quarta-feira;
2) sejam identificados e
informados os valores transferidos a partir das contas bancárias dessa entidade
para outras entidades ou terceiros, desde o dia 10.8.2021, a partir do patamar
mínimo de R$ 10.000,00.
Aprosoja-MT e seus dirigentes
esclarecem que jamais financiaram, apoiaram ou convocaram a população para atos
criminosos e violentos de protesto, às vésperas do feriado de 7.9.2021, durante
uma suposta manifestação e greve de “caminhoneiros”.
A entidade preza pelos
preceitos legais e constitucionais, e já está disponibilizando toda a
documentação solicitada, pois é a principal interessada no esclarecimento dos
fatos, já que nada tem a esconder da sociedade e principalmente dos seus
associados.”
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