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O setor mineral
faturou no primeiro semestre deste ano R$ 149 bilhões. Trata-se de um
crescimento de 98% na comparação com os R$ 75,3 bilhões registrados entre
janeiro e junho de 2020. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo
Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as maiores
mineradoras que atuam no país.
A produção
comercializada no setor, no entanto, teve alta menos expressiva. Saiu de 525
milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2020 para 535 milhões de
toneladas no mesmo período deste ano, o que significa um incremento de 2%.
Apesar dessa variação tímida no volume comercializado, o crescimento do
faturamento foi influenciado pelo câmbio e pelos preços no mercado
internacional.
“De uma maneira
geral, as commodities vêm sofrendo um aumento de preço. Algumas já registram
uma certa estabilidade. Mas comparado com o ano passado, a combinação de preços
e dólar leva a esse faturamento expressivo”, disse o presidente do conselho
diretor do Ibram, Wilson Brumer.
O custo médio
da tonelada de minério de ferro, na comparação entre os primeiros semestres de
2020 e de 2021, saltou de US$ 91,04 para US$ 183,43: uma alta de 101,5%. O
Brasil é, depois da Austrália, o maior produtor mundial dessa comodity.
Crescimentos expressivos também se deram nos preços do estanho (76,7%), do
cobre (65,8%), do níquel (41,5%), do alumínio (41%) e do zinco (38,7%).
Além disso, o
dólar está mais valorizado. Entre janeiro e junho de 2020, a moeda
norte-americana teve uma cotação média de R$ 4,92. Já nos primeiros seis meses
deste ano, houve um salto para R$ 5,38.
O estado do
Pará manteve sua fatia de 44% de participação no faturamento total do setor no
país. Minas Gerais, por sua vez, respondeu por 41%, o que significa um aumento:
no primeiro semestre de 2020, esse percentual foi de 37%. Os dois estados são
os principais produtores do país.
O saldo da
balança comercial do setor mineral brasileiro neste primeiro semestre subiu
110,53% na comparação com os seis primeiros meses de 2020. As exportações
registraram alta de 14% em volume e de 91% em dólar. Foram gerados US$ 27,6
bilhões, quase o dobro dos US$ 14,4 bilhões do primeiro semestre do ano
passado.
Royalties
Com a alta do
faturamento, o recolhimento de tributos também cresceu 98%, chegando a um total
de R$ 51,4 bilhões. Considerando apenas a Compensação Financeira pela
Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como o royalty cobrado das
mineradoras, a arrecadação foi de R$ 4,48 bilhões neste primeiro semestre.
Trata-se de um aumento de 111% na comparação com os primeiros seis meses de
2020.
O Ibram aposta
em novo recorde da CFEM em 2021, superando os R$ 6,1 bilhões recolhidos ao todo
no ano passado. “Continuando a demanda forte de minerais e os preços ficando no
atual patamar, acreditamos que o CFEM pode fechar o ano com algo em torno de R$
9 bilhões. E até ultrapassar esse valor, não seria surpresa”, diz Brumer.
Segundo a
legislação, os royalties da mineração são distribuídos da seguinte forma: 10%
para a União, 15% para o estado onde ocorre a produção, 15% para os estados
afetados pela produção e 60% para o município onde ocorre a produção.
No grupo das
dez cidades com as maiores arrecadações, três são do Pará: Parauapebas, Canaã
dos Carajás e Marabá. Todas as outras sete são de Minas Gerais: Conceição do
Mato Dentro, Itabirito, Congonhas, Mariana, Itabira, Nova Lima e São Gonçalo do
Rio Abaixo.
“Tivemos no
Brasil 2.510 municípios arrecadadores de CFEM no primeiro semestre de 2021”,
disse o diretor-presidente do Ibram, Flávio Ottoni Penido.
Com
informações, Agência Brasil.
Por Marcos Rocha
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