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| © Ed JONES Crianças se refrescam em uma fonte em 30 de junho de 2021 na cidade de Nova York |
A América do Norte viveu seu mês de
junho mais quente em 2021, marcado especialmente por uma onda de calor
histórica no Canadá - anunciou nesta quarta-feira (7) o programa europeu
Copernicus sobre Mudanças Climáticas (C3S), citando o episódio como um claro
exemplo de aquecimento global.
"Junho de
2021 foi o mês mais quente da América do Norte" desde que as medições
começaram a ser feitas, declarou o organismo em um comunicado.
No mês passado,
a média para o período 1991-2020 foi superada em 1,2°C. As temperaturas
recordes registradas em junho de 2012, até então as mais quentes da América do
Norte, foram ultrapassadas com folga, disse à AFP o diretor do C3S, Carlo
Buontempo.
"Essas
ondas de calor não vêm do nada. Elas acontecem em um clima global de
superaquecimento que as torna mais prováveis", afirmou seu colega analista
Julien Nicolas.
"As ondas
de calor que vimos no mês passado na América do Norte, no oeste da Rússia e no
norte da Sibéria são apenas os exemplos mais recentes de uma tendência que vai
continuar e que está ligada ao aquecimento" do planeta, acrescentou.
Durante uma
onda de calor histórica que começou no final de junho, o Canadá quebrou, em
várias ocasiões, seu recorde absoluto de temperatura, enfim estabelecido em
49,6°C, em Lytton, em 30 de junho. Esta pequena comunidade 250 km a nordeste de
Vancouver se tornou o símbolo desta crise: após quebrar o recorde de calor, foi
vítima de incêndios que devastaram 90% de seu território.
"O que
aconteceu no Canadá representa um grande salto em relação ao recorde anterior
(...) O que podemos dizer é que esses recordes de calor são um poderoso
lembrete do impacto que as mudanças climáticas podem ter em nossas vidas",
advertiu Carlo Buontempo.
O aumento e a
intensificação das ondas de calor em todo mundo são as manifestações mais
claras do aquecimento global, vinculadas às atividades humanas.
O mundo já
ganhou pelo menos +1,1ºC em relação à era pré-industrial, o que estimula a
multiplicação de eventos climáticos extremos. O Acordo de Paris assinado em
2015 visa a conter e manter esse aquecimento abaixo de +2°C e, se possível, de
+1,5°C.
Na Europa,
junho de 2021 foi o segundo junho mais quente da história, atrás de 2019, de
acordo como o Copernicus, que destacou temperaturas particularmente altas
na Finlândia e no oeste da Rússia, bem como no Ártico Siberiano.
Em todo mundo,
junho de 2021 se igualou a junho de 2018, atrás de 2016, 2019 e 2020.
AFP
abd/fmp/cb/bl-mar/mr/tt

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