
Girão foi preso nesta sexta-feira, em São Paulo.
Divulgação
Prisão foi
realizada em São Paulo. Girão é acusado de envolvimento em um duplo homicídio
ocorrido em 2014
Rio – O
ex-vereador do Rio Cristiano Girão, 49 anos, foi preso nesta sexta-feira (30)
em São Paulo. Ele e o PM reformado Ronnie Lessa, que está preso pela morte da
vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, são alvos de uma
operação que investiga os assassinatos do casal André Henrique da Silva Souza,
o Zóio, e Juliana Sales de Oliveira mortos em junho de 2014.
Investigações
da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio apontam que Lessa executou
André e Juliana a mando de Girão, que cumpria pena em regime fechado na época.
Na ocasião, segundo denúncia do MP, o político era apontado como líder da
milícia da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.
O político é
acusado de duplo homicídio. Os investigadores chegaram até Girão a
partir de depoimentos de testemunhas e ao descobrirem uma pesquisa feita
ao Google por Lessa sobre notícias das mortes, em 19 de fevereiro de
2018. Na época, ele buscou: “Casal morto na Gardênia Azul”.
RIVALIDADE
Segundo a
Polícia Civil, na data do crime a região da Gardênia Azul vivia uma disputa
territorial entre grupos milicianos rivais. André, que era conhecido pelo
apelido de 'Zóio', era investigado por comandar um grupo paramilitar em Campo
Grande. Segundo as investigações, ele tentava expandir território para a
Gardênia.
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Na data do
crime, André havia estacionado um Honda Civic na Rua Acapori, dentro da
Gardênia Azul. Ele estava acompanhado da namorada Juliana. Na ocasião, o casal
teve o carro interceptado por um Fiat Doblô. Criminosos de dentro do carro
efetuaram vários disparos contra eles.
Depoimentos de
testemunhas revelaram que dentro do carro estava Ronnie Lessa. Segundo a
polícia, as pessoas disseram que o PM reformado, chefe do grupo de extermínio
conhecido como escritório do crime, executou o casal a mando de Girão.
Cerca de um mês
após o crime o ex-vereador foi denunciado pelo MPRJ pelo crime.
PRISÃO
Girão já foi
condenado por lavagem dinheiro, envolvimento com a milícia da Gardênia Azul e
formação de quadrilha. Segundo informações do Ministério Público, apesar de
estar preso em um presídio de segurança máxima na época do assassinato do
casal, ele era responsável por controlar a organização criminosa.
Cristiano Girão
foi vereador do Rio pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), atualmente não
tem mais filiação partidária.
Ele foi
condenado em 2009 a 14 anos de prisão, por chefiar a milícia da Gardênia Azul,
em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Com a condenação, perdeu o mandato em
2010.
Girão ficou
preso por cerca de oito anos. Em agosto de 2017 ganhou direito a liberdade
condicional por meio de induto. O ex-vereador cumpriu a maior parte da sua
pena nos presídios federais de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul e, por
último, em Porto Velho, em Rondônia.
Ele chegou a
ser alvo de investigações no caso Marielle, mas a polícia descartou a hipótese
ainda na primeira fase do inquérito.
O nome de
Cristiano Girão constava no relatório da 'CPI das Milícias' presidida por
Marcelo Freixo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O relatório foi
concluído em 2008 e apontou a participação de vários políticos em grupos
paramilitares.
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