
Deputado Marcelo Ramos comandou a sessão de votação da LDO.
MICHEL JESUS/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Aumento do
fundo eleitoral é polêmico e salário mínimo não terá ganho real. Congresso terá
recesso entre os dias 18 e 31
Os senadores aprovaram na tarde desta quinta-feira (15) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2022, encerrando assim a aprovação do texto no Congresso Nacional. Com a aprovação, o Congresso pode entrar em recesso entre os dias 18 e 31 de julho, conforme estabelece a Constituição.
Antes da aprovação
pelo Senado, o texto foi aprovado pela Câmara e pela CMO (Comissão Mista de
Orçamento). O relatório foi feito pelo deputado Juscelino Filho
(DEM-MA).
De acordo com o
texto aprovado na Congresso, o salário mínimo do ano que vem será de R$ 1.147,
sem portanto, aumento real. Atualmente, o valor é de R$ 1.100. O reajuste
segue as regras constitucionais de correção do valor pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC).
A projeção para
o PIB (Produto Interno Bruto) em 2022 é de alta de 2,5%, caso os parâmetros
atuais que estão no texto sejam mantidos. A meta de déficit primário para o ano
que vem é de R$ 170 bi.
Entre as
mudanças que estão no texto aprovado está a possibilidade de aumento do fundo
eleitoral de 2022, recursos públicos distribuídos entre partidos para financiar
campanhas. De acordo com estimativas do partido Novo, contrário ao fundo, os
recursos podem chegar a valores entre R$ 5,7 bilhões e R$ 6 bilhões.
"São
legítimas e democráticas as reações da sociedade. A sociedade tem pouca
compreensão que saímos de um modelo de financiamento privado para um modelo de
financiamento público. Se for perguntar para a sociedade ela vai dizer que não
deve gastar nenhum real. O valor não temos certeza ainda, só teremos quando da
Lei Orçamentária. Porque ele é um percentual dos recursos da Justiça Eleitoral,
eu torço que a Justiça economize para reduzir esse valor. Vamos esperar a
LDO", disse o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que
comandou a sessão do Congresso Nacional.
Outro ponto
polêmico, mas que foi mantido no relatório, é a previsão de emendas de relator,
que condiciona a liberação de verbas do governo a um aval prévio do deputado ou
senador que relatar a LDO. Parlamentares da oposição entraram com ações no TCU
(Tribunal de Contas da União) para acabar com as chamadas emendas RP9, mas
ainda não há decisão da Corte.
A LDO de 2022
também prioriza os gastos com o Plano Nacional de Imunização e com o programa
habitacional Casa Verde e Amarela.
Recorde de
emendas
Foram
apresentadas 1.890 ao texto e ao anexo, totalizando 2.663 emendas. Segundo a
presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), é
um recorde. Como comparação, no ano passado foram apresentadas 2.232 emendas ao
projeto da LDO 2021.
Mariana Londres, de Brasília
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