
Escolas uruguaias retomarão aulas presenciais em junho.
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Educação
fundamental será retomada no país na próxima segunda-feira, em meio ao pior
momento do pais na pandemia
Os alunos do ensino primário no Uruguai voltarão a ter aulas presenciais em junho, anunciaram as autoridades educacionais em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2), argumentando que o número de infecções por covid-19 nas salas de aula é muito baixo.
Na
segunda-feira, 7 de junho, os alunos do primeiro, segundo e terceiro anos do
ensino primário retornarão às aulas nos departamentos de Montevidéu, Canelones
e Salto, que aguardavam desde que no mês passado a volta desses níveis foi
autorizada no resto do país.
Já na outra
segunda-feira, dia 14, será a vez do quarto, quinto e sexto anos do primário em
todo o país, exceto Montevidéu e Canelones, cujos alunos dessas séries voltarão
às aulas na segunda-feira seguinte, dia 21.
A educação
inicial já havia voltado a ser presencial em maio.
Aumento da
pandemia
A decisão
ocorre em meio ao pior momento da pandemia no Uruguai, que continua como o país
do mundo com o maior número relativo de mortes por coronavírus nos últimos 14
dias, segundo contagem da AFP.
O ministro da Educação,
Pablo da Silveira, afirmou que o "avanço formidável" da campanha de
vacinação e o baixo número de infecções nos centros educacionais foram
fundamentais para a decidir esse retorno.
“Não foi
registrada nenhuma quantidade significativa de infecções nos centros que estão
sendo estudados (...) Como esses números são tranquilizadores, podemos dar
esses passos”, disse.
Quanto ao
ensino secundário, Silveira indicou que a retomada ocorrerá após as férias de
inverno, programadas para 28 de junho a 10 de julho.
Para isso,
acrescentou, a vacinação contra a covid-19 de adolescentes entre 12 e 18 anos,
anunciada nesta terça pelo presidente Luis Lacalle Pou, vai ajudar.
O Uruguai, com
3,5 milhões de habitantes, registrou 298.006 casos e 4.342 mortes pelo novo coronavírus
desde o início da pandemia.
O governo de
Lacalle Pou aposta fortemente em uma intensa campanha de vacinação para
neutralizar o impacto do vírus.
Cerca de 53% da
população já recebeu pelo menos uma dose dos imunizantes da Sinovac, Pfizer ou
AstraZeneca e 29% estão totalmente vacinados.
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