
Invasão à Colonial Pipeline motivou tomada da decisão.
PIXABAY
Invasão de
hackers à Colonial Pipeline foi um dos motivadores para a decisão anunciada
pelo Departamento de Justiça
O Departamento de Justiça dos EUA está elevando as investigações de ataques de ransomware a uma prioridade semelhante ao terrorismo, após a invasão ao Colonial Pipeline e os danos crescentes causados por criminosos cibernéticos, disse um alto funcionário do departamento à Reuters.
A orientação
interna enviada nesta quinta-feira (3) aos escritórios de procuradores dos EUA
em todo o país disse que as informações sobre as investigações de ransomware no
campo devem ser coordenadas de forma centralizada com uma força-tarefa criada
recentemente em Washington.
"É um
processo especializado para garantir que rastreamos todos os casos de
ransomware, independentemente de onde possam ser encaminhados neste país, para
que você possa fazer as conexões entre os atores e trabalhar para interromper
toda a cadeia", disse John Carlin, procurador-geral-adjunto em exercício
do Departamento de Justiça.
No mês passado,
um grupo cibercriminoso que, segundo as autoridades norte-americanas, opera da
Rússia, penetrou em uma operadora de oleoduto na costa leste dos Estados
Unidos, bloqueando seus sistemas e exigindo resgate. O hack causou uma
paralisação que durou vários dias, levou a uma alta nos preços do gás e
escassez localizada de combustível no sudeste.
A Colonial
Pipeline decidiu pagar aos hackers que invadiram seus sistemas quase 5 milhões
de dólares (cerca de R$ 25 milhões) para recuperar o acesso, disse a empresa.
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"Para
garantir que possamos fazer as conexões necessárias entre os casos e
investigações nacionais e globais, e para nos permitir desenvolver um quadro
abrangente das ameaças à segurança nacional e econômica que enfrentamos,
devemos aprimorar e centralizar nosso rastreamento interno", disse a
orientação vista por Reuters.
A decisão do
Departamento de Justiça de inserir o ransomware neste processo especial ilustra
como a questão está sendo priorizada, disseram autoridades norte-americanas.
"Já usamos
esse modelo em torno do terrorismo, mas nunca com ransomware", disse
Carlin. O processo tem sido normalmente reservado para uma pequena lista de
tópicos, incluindo casos de segurança nacional, disseram especialistas
jurídicos.
Na prática,
isso significa que os investigadores em escritórios de advocacia dos EUA que
lidam com ataques de ransomware deverão compartilhar detalhes de casos
atualizados e informações técnicas ativas com líderes em Washington.
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