
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
ADEM ALTAN / AFP
Porta-voz do
presidente Tayyip Erdogan disse que haverá reação de diferentes formas e graus
nos próximos dias e meses
A declaração do presidente norte-americano, Joe Biden, de que o massacre de armênios pelo Império Otomano constituiu um genocídio é "simplesmente ultrajante" e a Turquia responderá de várias maneiras nos próximos meses, disse o porta-voz presidencial da Turquia neste domingo (25).
Biden rompeu no
sábado (24) com décadas de comentários cuidadosamente calibrados da Casa Branca
sobre os assassinatos de 1915, para deleite da Armênia e a comunidade armênia
nos Estados Unidos, mas tensionando ainda mais a relação entre Washington e
Ancara, dois aliados da Otan.
"Haverá
uma reação de diferentes formas e graus nos próximos dias e meses", disse
à Reuters Ibrahim Kalin, porta-voz e conselheiro do presidente Recep Tayyip
Erdogan.
Kalin não
especificou se Ancara restringiria o acesso dos EUA à base aérea de Incirlik no
sul da Turquia, que tem sido usada para dar suporte à coalizão internacional
que luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, ou outras medidas que
possa tomar.
As autoridades
turcas condenaram imediatamente a declaração de Biden feita no sábado, e Kalin
disse que Erdogan trataria do assunto após uma reunião de gabinete na
segunda-feira.
"Em um
momento e local que consideramos apropriados, continuaremos a responder a esta
lamentável e injusta declaração", disse ele.
A Turquia
aceita que muitos armênios que viviam no Império Otomano foram mortos em confrontos
com as forças otomanas na Primeira Guerra Mundial, mas nega que as mortes
tenham sido sistematicamente orquestradas e constituído um genocídio.
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