Ao todo, desde 15 de março, foram abertos 736 leitos no Rio de Janeiro, sendo 413 de UTI. Solicitações para internação e fila de espera apresentam queda de mais de 30% nos últimos sete dias
Em menos de um mês, o Estado do Rio passou a contar com mais 736 leitos para
tratamento da Covid-19. O objetivo da abertura dessas vagas é ampliar o
atendimento neste momento em que o Rio de Janeiro atravessa a terceira onda de
casos de coronavírus. Os números foram apresentados na tarde desta terça-feira
(13), durante coletiva do secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.
As vagas foram abertas nas redes federal (293), estadual (280) e municipais
(163).
Além da ampliação, Chaves falou ainda sobre a redução de 32% nos últimos sete
dias nas solicitações de internação para casos de Covid-19. A queda também
ocorreu na fila de espera, que recuou 31%.
- Temos trabalhado diariamente para ampliar o número de leitos e tornar mais
eficaz o processo para internação dos pacientes. Este é um trabalho conjunto do
Estado com o Ministério da Saúde e municípios, que recebem recursos para manter
esses leitos. É uma força-tarefa para enfrentarmos este momento. Além disso,
estamos vendo uma redução nas solicitações por internações e na fila de espera
- afirma o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.
Ao todo, o Estado do Rio conta com mais de 3.550 leitos (1.580 de enfermaria e
1.970 de UTI) específicos para tratamento da Covid. Todos estão disponíveis na
rede pública de Saúde (estadual, federal e municipais) e são gerenciados pelo
Sistema Estadual de Regulação. Além desses, o Estado do Rio tem ainda outros
355 leitos de UTI e 1.239 de enfermaria, que não foram inseridos pelos
municípios na Regulação Unificada, criada por decreto no início deste ano.
- É necessário destacar que o quantitativo de leitos pode ter pequenas
oscilações devido a restrições momentâneas. Além disso, o número de pacientes
na fila de espera e de solicitações de leitos é flutuante - explica Luciane
Vellasques, coordenadora de Informações em Saúde, da Subsecretaria de
Vigilância em Saúde.
Agora, a secretaria trabalha para diminuir o tempo de espera entre a
disponibilização de leito e a chegada do paciente na unidade. Para o
secretário, esse é um dos principais desafios de agora e pode ser decisivo no
tipo de atendimento que a pessoa vai receber.
- Temos visto demora de até oito horas para que um paciente chegue ao hospital
mesmo após a liberação do leito. Isso pode significar o agravamento do quadro
do paciente. O foco agora é diminuir esse tempo em articulação com as
prefeituras e unidades de saúde – destaca Chaves.

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