
Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Em entrevista ao
Valor Econômico, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou que os dados apresentados
pelos russos sobre a vacina Sputnik V, contra a Covid-19, apontaram que a
substância é “uma ameaça à saúde” dos brasileiros.
“A vacina
Sputnik V foi rejeitada porque, nos documentos apresentados pelo próprio
instituto russo, e também nas reuniões que fizemos com eles, foram apresentados
dados que representavam uma ameaça à saúde da população”, disse Barra
Torres.
Segundo ele,
falta transparência por parte do Instituto Gamaleya e do Fundo Russo de Investimento
Direto (RDIF), responsáveis pela produção e distribuição dos imunizantes,
respectivamente.
“Havia tanto
uma escassez de informações transparentes e sólidas quanto, naquelas que foram
apresentadas, índices inaceitáveis da presença de vírus replicante. É o vírus
que pode se reproduzir de uma maneira não controlada, de uma maneira não
evitável e, portanto, com consequências imprevisíveis e imponderáveis”,
afirmou.
De acordo com
Barra Torres, os russos fazem “manobra retórica” com a situação, o que
inviabiliza qualquer chance de debate técnico com a equipe da Anvisa.
“Nenhuma
chance [de acontecer um debate]. Até porque eles próprios sabem que isso é mais
uma manobra de retórica. Essas análises envolvem dossiês em que a propriedade
industrial, inclusive, tem que ser preservada. A Anvisa não é uma agência
debatedora, é uma agência reguladora”, disparou.
Por Marcos Rocha
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