![]() |
| Créditos de imagem: Por Portas Abertas |
Levantamento é divulgado pelo ‘Portas Abertas’, organização internacional de apoio a cristãos perseguidos em mais de 60 países.
Em 2021, a perseguição aos cristãos alcançou o índice mais alto de todos os tempos, com números e taxas alarmantes.
A Lista
Mundial da Perseguição 2021 mostra que, hoje, mais de 340 milhões de
pessoas no mundo enfrentam perseguição e discriminação por causa da fé. Pelo
menos um em cada oito cristãos é alvo de perseguição, sendo discriminado e
atacado por seguir a Jesus.
Em diversos
países, a perseguição é uma realidade. Em muitos lugares, crer em Cristo é uma
escolha que coloca a vida em risco.
Além disso, em
2020, a pandemia da COVID-19 revelou
o horror da perseguição de novas formas, como famílias cristãs que tiveram –
por parte do governo – negada a ajuda que precisavam para sobreviver.
Confira,
abaixo, a lista dos lugares mais perigosos para os cristãos.
- Coreia do Norte
- Afeganistão
- Somália
- Líbia
- Paquistão
- Eritreia
- Iêmen
- Irã
- Nigéria
- Índia
Saiba mais
sobre cada um desses países:
- Índia:
pressão constante para renunciar a Cristo
Mesmo em meio ao aumento da perseguição,
cristãos na Índia não negam a Cristo e compartilham as boas-novas.
Nos últimos
cinco anos, a perseguição no segundo país mais populoso do mundo aumentou
significativamente. Cristãos em certas localidades da Índia,
principalmente líderes de igrejas domésticas, enfrentam terríveis níveis de
violência de extremistas hindus, com milhares de ataques que ocorrem a cada
ano. Na Índia rural, tribos hindus usam água e comida como armas contra
cristãos, cortando o acesso deles ao abastecimento de água da vila e aos
mantimentos subsidiados pelo governo.
Convertidos
ex-hindus são especialmente vulneráveis à perseguição e estão constantemente
sob pressão para voltarem ao hinduísmo. Com a pandemia da COVID-19, a
discriminação aos cristãos se tornou mortal, deixando muitos famintos e com
dificuldades para sobreviver, principalmente porque muitos são parte da casta
dos dalits e muito pobres. Ainda em 2020, mais de 28 estados do país
instituíram leis anticonversão, usadas para abusar, perseguir e intimidar
cristãos, e o governo deixou claro que quer impor essas leis por toda a nação.
- Nigéria:
o país mais violento para cristãos
Cristãos na Nigéria convivem com a violência
de grupos radicais constantemente e precisam ser resilientes até a morte.
Na Nigéria,
cristãos enfrentam o que parece um ataque contínuo às suas vidas, igrejas e
comunidades. A violência contra cristãos promovida pelo Boko
Haram, pastores
de cabra fulanis e Estado
Islâmico, bem como outros, tem levado um grande sofrimento à comunidade. Em
2020, mais cristãos foram mortos pela fé na Nigéria do que em qualquer outro
país. Raramente os responsáveis pelos ataques são levados à Justiça.
A Nigéria
entrou para o Top 10 da Lista Mundial da Perseguição 2021 principalmente porque
essa violência aumentou e começou se espalhar em outras partes do país.
Enquanto a pandemia conteve ataques a cristãos em outras partes do mundo, na
Nigéria o número aumentou. “Quando vamos dormir à noite, nunca temos a certeza
de que estaremos vivos no dia seguinte”, conta pastor Jeremiah, cuja vila
nigeriana foi atacada por pastores de cabra fulanis.
- Irã:
vivendo com a ameaça diária de ser preso
Mojtaba é um cristão perseguido do Irã que
capacita cristãos de origem muçulmana
Nesse país do
Oriente Médio, cristãos são proibidos de compartilhar a fé com não cristãos, o
que significa que cultos em farsi, a língua nacional, não são permitidos. Se
convertidos ex-muçulmanos participam de igrejas domésticas secretas enfrentam
constante ameaça de prisão. Em 2020, a perseguição permaneceu extrema, com um
pequeno aumento no número de relatos de incidentes de violência. A COVID-19
atingiu o país e muitos cristãos estão em necessidade profunda de comida e
ajuda.
Além disso, são
poucas as semanas em que o campo não relata prisão ou detenção de líderes de
igrejas domésticas e seus participantes. Isso ocorre porque o governo vê a
conversão de muçulmanos ao cristianismo como uma tentativa de países ocidentais
minarem as regras islâmicas no Irã. Ainda assim,
a igreja no país está crescendo. No último ano, a estimativa é que o número de
cristãos no país chegou a 1 milhão. Darya, uma cristã que é parte de uma igreja
secreta no país, afirma: “Sou muito grata por poder servir a Deus aqui no Irã.
Apesar de toda as dificuldades e desafios, Deus está sempre conosco.”
- Iêmen:
pena de morte por deixar o islã
![]() |
| As mulheres iemenitas têm poucos direitos e são monitoradas de perto, e as cristãs ex-muçulmanas são particularmente vulneráveis. |
Em quase todas
as áreas da vida no Iêmen, a perseguição permanece extrema. Cristãos no país
geralmente mantêm a fé secreta, porque se descobertos, podem enfrentar pena de
morte. Deixar o islamismo é proibido e todos os iemenitas são considerados
muçulmanos pelo Estado. Além da perseguição das autoridades, grupos militantes
islâmicos ameaçam cristãos ex-muçulmanos de morte, e tribos podem matar ou
banir qualquer convertido ao cristianismo.
- Eritreia:
nenhum progresso na melhoria dos direitos humanos
Helen é uma cristã da Eritreia que
representa milhões de cristãos ao redor do mundo perseguidos por causa da fé em
Jesus Cristo.
O regime na
Eritreia é autoritário e brutal e se baseia em massivas violações dos direitos
humanos. A esperança de que o acordo de paz com a Etiópia melhoraria
essa situação no país diminuiu com os poucos indícios disso e com uma agitação
na fronteira dos dois países no último ano. Com frequência a Eritreia é chamada
de “Coreia do Norte da África” pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Os cristãos de
denominações não tradicionais são os que enfrentam a perseguição mais severa
por parte do governo e da Igreja Ortodoxa Eritreia. Essa é a única denominação
cristã reconhecida pelo governo e também controlada rigidamente por ele. No
país, cristãos podem ser presos ou detidos sem julgamento e seus entes queridos
com frequência não sabem onde eles estão ou mesmo se continuam vivos. Mas, a
igreja na Eritreia, mesmo sob pressão, não está acabando. Os cristãos continuam
se reunindo secretamente para adorar onde quer que estejam, mesmo em uma cela
de prisão.
- Paquistão: a perseguição violenta continua, principalmente para meninas cristãs
Há relatos de tráfico de meninas cristãs para trabalho forçado e uma rede de prostituição que envia meninas cristãs paquistanesas para a China.
No Paquistão, a
perseguição violenta contra cristãos e prédios de igrejas continua sendo
particularmente alta. Enquanto igrejas cristãs existirem, quem estiver ativo no
evangelismo enfrentará severa perseguição da sociedade. Os convertidos do
islamismo enfrentam os mais altos níveis de perseguição, mas todos os cristãos
são considerados cidadãos de segunda classe nesse país islâmico radical. Eles
recebem empregos considerados baixos, sujos e desonrosos, e também podem ser vítimas
de escravidão por dívidas. Cristãos paquistaneses também sofrem sob as notórias
leis de blasfêmia do país que os tornam alvos, como Asia
Bibi, que passou aproximadamente 10 anos no corredor da morte acusada de
blasfêmia. Grupos extremistas islâmicos “defendem” veementemente essas leis,
incluindo o ataque ou morte daqueles que se opõem a elas. Meninas cristãs
correm risco constante de sequestro e estupro e sempre são forçadas a casar com
aqueles que as atacam e coagidas a se converterem ao islamismo. Há relatos de
serem também alvo de trabalho escravo, prostituição e são contrabandeadas para
a China.
- Líbia:
violência permanente continua prejudicando cristãos
![]() |
| Em geral, as mulheres ocupam uma posição inferior na sociedade líbia. |
Em 2020, a violência cresceu na Líbia, com mais ataques e mortes. Cristãos estão em risco por todo o país, mas principalmente em áreas onde grupos extremistas islâmicos estão presentes. Na Líbia, não há liberdade de expressão e religião e existe apenas a possibilidade limitada de uma vida eclesiástica pública. Embora haja cerca de 34,5 mil cristãos no país, apenas um pequeno número, aproximadamente 150 são líbios. A maioria são expatriados e trabalhadores migrantes. Cristãos líbios ex-muçulmanos enfrentam pressão intensa e violenta da família e comunidade para que renunciem à fé.
“O problema
para os novos cristãos realmente começa quando falam sobre Jesus”, disse
Charley, um parceiro da entidade Portas Abertas na região, que
coordena o trabalho da organização em diversos países no Norte da África.
- Somália:
onde cristãos são alvos valiosos
Na Somália, localizada no Chifre da África,
milhares de cristãos vivem isolados por causa da fé.
Na Somália,
todas as minorias religiosas são muito perseguidas, afinal, 99% dos cidadãos
somalis são considerados muçulmanos. No Chifre da África, a COVID-19 revelou a
perseguição religiosa, já que há relatos internos de que cristãos foram
culpados por trazer a pandemia para as comunidade. A pequena população de
cristãos no país também está em perigo devido ao Al-Shabaab,
grupo violento que defende a sharia (lei islâmica) como base para
regulamentação de todos os aspectos da vida.
Cristãos
ex-muçulmanos são considerados alvos valiosos para o Al-Shabaab, que com
frequência os executam na hora em que são descobertos. Apesar dos riscos, os
somalis se convertem a Jesus. Momina, de 38 anos, diz ter encontrado Jesus em
sonho e se tornou cristã. O marido a abandonou e sua família foi obrigada a não
apoiá-la. “Nós estávamos todos mortos, mas Jesus veio para nos salvar e dar uma
nova vida. Eu deixo minha vida nas mãos dele. Estou animada porque Deus está
comigo onde estiver. Também estou feliz porque o Senhor escuta minhas orações”,
declarou.
- Afeganistão:
onde o cristianismo é uma sentença de morte

Todos os cristãos no Afeganistão enfrentam a ameaça de assassinato,
tortura, prisão e isolamento por causa da fé (Foto: IMB)
Mais uma vez, o
Afeganistão quase empatou com a Coreia do Norte no 1º lugar da classificação da
Lista Mundial da Perseguição 2021. Um verdadeiro Estado Islâmico por
constituição, o país não permite nenhuma outra fé além do islamismo. É
impossível viver abertamente como cristão no Afeganistão. Os cristãos
convertidos enfrentam sérias consequências caso a fé seja descoberta. É preciso
fugir do país ou enfrentar a morte, geralmente pela família. Afinal, se a
família, o clã ou a tribo descobre que um dos membros se converteu, deve salvar
a “honra” renegando o cristão ou até mesmo o matando.
Em 2020, o
grupo Estado Islâmico e o Talibã continuaram
tendo uma presença forte e violenta no país, com o Talibã controlando regiões
maiores. A vida é especialmente difícil para as mulheres. Pesquisas estimam que
70 a 80% das mulheres afegãs enfrentam casamento forçado, sendo que mais da metade
se casa antes dos 16 anos, a idade permitida na lei. O casamento forçado é
usado com frequência para garantir que uma mulher continue muçulmana. “Como
sobrevivemos diariamente, apenas Deus sabe. Ele tem sido bondoso por viver
conosco, mas estamos cansados de toda essa morte ao nosso redor”, compartilha
um cristão secreto afegão.
- Coreia
do Norte: o país que mais persegue cristãos desde 2002
Conheça a história da Prisioneira 42, uma
cristã perseguida norte-coreana que perdeu tudo por amor a Cristo
Desde 2002,
a Coreia
do Norte se classifica em 1º lugar como o país mais perigoso para
cristãos, que são vistos como elementos hostis na sociedade e devem ser
erradicados. Então, ser descoberto como cristão é uma sentença de morte. Se não
for morto instantaneamente, um terrível campo de trabalho forçado o espera.
Também em 2020, a Coreia do Norte não escapou da pandemia, embora o regime
alegue que a COVID-19 teve um impacto pequeno.
Há relatos que
os norte-coreanos chamam o coronavírus de “doença fantasma”, porque as pessoas
são tão mal nutridas que morrem rapidamente de COVID-19. A pandemia resultou em
uma segurança ainda mais restrita na fronteira chinesa além de um controle
total no mercado negro, que muitos usavam para sobreviver. No entanto, por trás
das manchetes, uma igreja secreta de aproximadamente 300 a 500 mil cristãos
está em crescimento no país. É um milagre que a igreja secreta norte-coreana
exista. Além disso, continuam os relatos de que cristãos desejam compartilhar o
evangelho em meio a condições difíceis. A ex-prisioneira e refugiada
norte-coreana Hee-Yol compartilha: “Eu peço para que orem pela Coreia do Norte,
para que haja permissão para compartilhar o evangelho. Os cidadãos
norte-coreanos são como escravos. Com a luz do Senhor, eles seriam
libertos”. * Nomes alterados por
segurança.
Informações
como essas nos ajudam a ter uma visão geral do que acontece com os cristãos ao
redor do mundo. Por trás de cada número e situação está uma vida, uma família,
uma igreja que representa um profundo sofrimento, porém com coragem e fé
resilientes. Pessoas que sabem das consequências, mas ainda assim escolhem
Jesus. Ajude esses irmãos e irmãs a se manterem firmes na fé. Com a sua doação,
você permite que cristãos perseguidos que mais precisam de ajuda tenham suas
necessidades básicas, como alimento, supridas.
Por Thaís Garcia




0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!