
Wilson Witzel já teve outros pedidos para se manter no
cargo negados pelo STF. ANTONIO LACERDA/EFE
Defesa do
governador afastado teve pedido para adiamento do interrogatório negado. Ele
será ouvido nesta quinta-feira (8)
O ministro
Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o
pedido da defesa do governador afastado do Estado do Rio de Janeiro, Wilson
Witzel, para suspender o processo de impeachment que tramita contra ele
no Tribunal Especial Misto do Estado do Rio de Janeiro.
Em reclamação
ao Supremo, a defesa questionava decisão do presidente do Tribunal Especial
Misto que designou interrogatório de Witzel para a próxima quinta-feira (8),
antes do encerramento da instrução probatória, alegando desrespeito a
precedente do STF.
Os advogados do
governador afastado pediram a suspensão do processo de impeachment com o
objetivo de que o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, que é
testemunha no processo, seja ouvido apenas depois da defesa do governador ter
acesso à íntegra do acordo de colaboração dele feito com a PGR
(Procuradoria-Geral da República).
A defesa
apontou suposto descumprimento de decisão do STF que garante aos defensores
acesso amplo aos elementos de prova, considerando que os anexos da delação não
foram remetidos aos autos do Tribunal Especial Misto, por decisão do STJ
(Superior Tribunal de Justiça).
O ministro
Alexandre de Moraes, contudo, considerou que os documentos negados à defesa não
têm relação direta com Witzel, uma vez que ele não foi mencionado, e que
portanto a decisão do STF para garantir ampla defesa em processos penais
estaria garantida.
O processo
contra o governador afastado é baseado em supostos
desvios financeiros na área da saúde durante a pandemia de covid-19,
sobretudo a requalificação da OS (Organização Social) Unir Saúde e as
irregularidades na construção de hospitais de campanha junto ao Instituto
Iabas.
Investigações
do MPF (Ministério Público Federal) e da Polícia Federal apontam que as duas OSs
são controladas pelo empresário Mário Peixoto e que o mesmo também teria feito
depósitos de R$ 500 mil, através do pagamento de honorários, à então
primeira-dama Helena Witzel.
Do R7
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