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| Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil |
O contrabando ilegal de ouro patrocinado pelo regime socialista venezuelano estaria prestes a adquirir um volume gigantesco não registrado até agora. Possivelmente, Nicolás Maduro parece estar se preparando para isso.
Recentemente,
foi noticiada a expansão do “serviço internacional de carga aérea” da empresa
aérea fundada pelo governo venezuelano, a Conviasa, que é ratificada como eixo
central nas atividades ilegais do regime madurista.
A partir de 30
de abril, a empresa adicionará novas rotas que a tornariam a maior
contrabandista de ouro do mundo.
A Conviasa
informou suas novas conexões aéreas para o transporte de cargas por meio das
redes sociais. A estatal não deu muitos detalhes sobre o assunto, mas deixou um
número de telefone e um e-mail de contato para dar mais informações.
Os novos
destinos asiáticos reproduzem as conhecidas rotas internacionais do tráfico ilegal
de ouro. Entre outros estão os Emirados Árabes Unidos, Turquia, Índia,
Tailândia, Rússia, China e Malásia. Esses países fazem parte de um circuito de
mercado negro de ouro.
Maduro
sobreviveu nos últimos anos recorrendo ao ouro como último recurso de
financiamento. O ditador socialista esvaziou as reservas do Banco Central da
Venezuela e entregou a países como Turquia e Irã, irregularmente.
“A partir de 30
de abril, nossos serviços de carga aérea fornecerão conexão para 16 destinos no
mundo, iremos transferir sua mercadoria para o México, Rússia, Síria, Emirados
Árabes Unidos, Irã, Afeganistão, Tailândia, Malásia, China, Índia e Turquia”, escreveu
a Conviasa Airline, em 9 de abril, no Twitter.
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| Imagem: Línea Aérea Convias – Divulgação |
China e
Índia
Com a nova
atividade de transporte de carga da Conviasa, o regime de Maduro visaria
expandir o leque de suas atividades ilegais com ouro. Eles querem atingir mais
países diretamente e não depender de intermediários.
Até o momento,
o ditador teve que triangular seus embarques com outros países, como através da
Líbia. Mas também há outros que serviram como pontos de trânsito para o
transporte de ouro para o Oriente Médio. Essa região não extrai quase ouro, mas
os países do Golfo são ricos e compram muito desse metal. Por exemplo, os
Emirados Árabes Unidos, com Dubai, são um dos maiores compradores e vendedores
mundiais de produtos de ouro. Ao mesmo tempo, o país participa das transações
mais questionáveis desse metal precioso.
Um relatório
do International Policy Digest, publicado em março, destaca o
esforço dos Emirados Árabes Unidos para limpar sua imagem. Em 2020, pelo Mali e
com aviões russos, Maduro mandou ouro aos Emirados em troca de dólares.
Após o refino,
o produto final foi vendido principalmente para os Emirados Árabes Unidos. Seu
valor estimado era de 1 bilhão de dólares. Ao fazer isso, o governo socialista
efetivamente contornou as sanções dos EUA ao ouro venezuelano.
Assim que a
Conviasa ativar sua rota Caracas-Dubai, não haverá necessidade de se deslocar a
nenhum outro país para enviar o ouro secretamente, e de lá poderá seguir
clandestinamente para muitos outros países.
Um estudo da
ONG canadense Impact revelou que comerciantes contrabandeavam ouro ilícito de
Dubai para muitos locais. A Impact se dedica a ajudar os países em
desenvolvimento a melhorar a forma como gerenciam seus recursos naturais.
A pesquisa aponta que 65% do mercado negro de ouro se
movimenta por via aérea no mundo. Os aviões são o meio de transporte preferido
dos contrabandistas. Os principais destinos incluem Bangladesh, Butão, Nepal,
Paquistão, Cingapura e Tailândia, mas quase invariavelmente, o ouro acaba na
Índia. Nesse país, um dos pontos de entrada deste ouro é o Aeroporto
Internacional Rajiv Gandhi (RGIA), perto de Hyderabad, no centro do país.
Recentemente, funcionários da alfândega daquele terminal apreenderam 21 quilos
de ouro, conforme informou o site indiano The Hans India.
Uma remessa de
ouro e joias não-declarados, que não tinha nenhum documento de exportação,
chegou de um dos países do Golfo com destino a Mumbai. Em outra ocorrência,
duas mulheres de Dubai foram detidas por funcionários da alfândega por
transportar ilegalmente pasta de ouro no valor de quase US $ 700.000.
A Índia importa
800 a 900 toneladas de ouro por ano. As importações em 2019-20 somaram US $
28,2 bilhões, 14,23% menos do que os US $ 32,91 bilhões importados em 2018-19,
segundo informações do Business Today. Várias agências estimam que aproximadamente
250 toneladas de ouro são contrabandeadas para a Índia. Esse comércio ilícito
representou mais de 1 bilhão de dólares em valor.
Isso representa
cerca de um quarto do ouro consumido na Índia, que é o maior centro de
fabricação de joias do mundo. A Índia também é o segundo maior consumidor de
ouro do mundo, depois da China. A Conviasa voará para os dois países com seu
“serviço internacional de carga”.
Ouro e o
crime organizado
O World Gold
Council (WGC), que monitora o comércio de ouro no atacado, previu que o consumo
de ouro na Índia em 2020 seria de cerca de 700-800 toneladas, em comparação com
as 690,4 toneladas no ano passado. O consumo médio em 10 anos é de 843
toneladas.
Como
alternativa ao papel-moeda, os criminosos geralmente preferem ouro para lavagem
de dinheiro e comércio ilícito. É um mineral de alto valor e fácil de
transportar. O ouro ilícito, depois de entrar na Índia, é facilmente absorvido
no mercado legal e reexportado como joalheria, dizem as fontes. Para cada 5 kg
de ouro que entra na Índia, quase 1 kg retorna como joia.
Por Thaís Garcia


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