
A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de
doses até o dia 1º de maio. ELOISA LOPEZ/REUTERS
Cronograma
prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas em Bio-Manguinhos até julho
com IFA importado
A Fiocruz
(Fundação Oswaldo Cruz) deve entregar nesta semana 5 milhões de doses
da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério
da Saúde. A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses até o dia
1º de maio.
Na semana passada, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos liberou 2 milhões de doses da vacina contra covid-19. Nas próximas semanas, serão entregues 4,7 milhões, de 19 a 24 de abril; e 6,7 milhões, de 26 de abril a 1º de maio.
O cronograma da
Fiocruz prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas em Bio-Manguinhos até
julho, a partir de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) importado da China. Mas
a partir de agosto, a Fiocruz também deve começar a produzir de IFA para
vacinas contra covid-19.
Até 2 de abril,
4,1 milhões de doses foram produzidas no Brasil e entregues ao Ministério da Saúde,
e mais 4 milhões foram importadas prontas da Índia, onde foram fabricadas pelo
Instituto Serum.
A Fiocruz
chegou a prever que liberaria 27 milhões de doses em abril, mas revisou esse
cronograma e reduziu
a previsão para 18,8 milhões. Segundo nota divulgada pela fundação,
"por tratar-se de uma nova tecnologia e da complexidade de implantação da
produção da vacina covid-19, foram necessários ajustes no cronograma".
A produção da
vacina em Bio-Manguinhos ocorre graças a um contrato de encomenda tecnológica
assinado no ano passado com os desenvolvedores da vacina: a farmacêutica
anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.
A Fiocruz prevê
entregar 21,5 milhões de doses em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em
julho. Para produzir essas vacinas, Bio-Manguinhos conta com a chegada de
carregamentos de IFA vindos da China. Até o momento, já estão no Brasil insumos
suficientes para a produção de 35 milhões de doses, o que cobre a produção até
maio.
No mês de
abril, está prevista a importação de mais três remessas do insumo. Já em maio,
estão previstas quatro remessas, e o último lote chegará em junho.
A Fiocruz
também trabalha para incorporar a tecnologia de produção do IFA à planta
industrial de Bio-Manguinhos e prevê que, no segundo semestre, será possível
entregar 110 milhões de doses a partir de ingrediente
farmacêutico ativo produzido na própria instituição. Dessa forma, o
Programa Nacional de Imunizações deve receber, até o fim do ano, 210,4 milhões
de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, além de 12 milhões
de doses importadas da Índia.
Do R7
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