
Leitos de UTI no Hospital Ronaldo Gazzola, na zona norte do
Rio de Janeiro, durante pandemia da Covid-19
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo (10.mar.2021)
Número de
mortes pela doença ainda segue em alta no estado
O estado do Rio
de Janeiro registrou, nos últimos trinta dias, uma queda superior a 60% na fila
de pacientes que esperam por um leito de enfermaria ou de UTI para tratamento
do novo coronavírus. Os dados foram obtidos pela CNN por meio da plataforma
Monitora Covid-19, painel oficial do governo estadual.
Na manhã desta
quinta-feira (22), 229 pessoas aguardavam por uma vaga para internação na rede
pública de saúde do Rio. Na mesma data há um mês, os hospitais estaduais
registraram uma fila de 643 pacientes com sintomas de Covid-19 à espera de
tratamento.
Vice-presidente
da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo explica que a redução
no número de internações pela doença no estado do Rio é decorrente de um
conjunto de fatores, entre eles a imunização de grupos prioritários.
“Foi um ‘mix’
de coisas. As medidas restritivas, com certeza, tem impacto nesse resultado. A
vacinação pode ter ajudado também em determinadas faixas etárias, como nos mais
idosos, sem dúvida”, explicou Chebabo.
Atualmente, a
taxa de ocupação de UTI chega a 87,1%, enquanto de enfermaria é de 69,4%.
Rede
privada também apresenta queda nas internações
A Rede D'Or São
Luiz, que é a maior operadora privada de hospitais do Brasil, registrou uma
queda expressiva do número de pacientes com Covid-19 internados nas unidades do
Rio de Janeiro.
Os hospitais
particulares da Rede D’Or, localizados no estado fluminense, registraram mil
pacientes no pico da doença em maio de 2020. Atualmente, as unidades somam 500
pacientes em tratamento para Covid-19.
Mortes seguem
em alta
Apesar da
redução na fila de pacientes por uma vaga de Covid-19, o número de mortes pela
doença ainda segue em evidência. O Rio bateu, no início desta semana (19), o
recorde na média móvel de mortes por Covid-19: 282 óbitos por dia.
Para o
professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e infectologista Celso
Ramos, as mutações são as responsáveis pela dificuldade em controlar a
pandemia.
“Essa nova
mutação que está circulando agora é muito mais transmissível, isso quer dizer
que a quantidade de vírus nas vias áreas das pessoas é muito maior. Desse modo,
torna-se mais fácil para a pessoa transmitir a doença e perpetuar a crise”,
disse.
Lucas
Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
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