
Após a morte do enteado Henry Borel, o vereador Dr. Jairinho
ligou para políticos do Rio de Janeiro.
Foto: Renan Olaz - 2.abr.2019/Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Advogado do
vereador vai questionar a qualidade das provas técnicas apresentadas pela
Polícia Civil do Rio de Janeiro
O advogado Bras
Santana, que assumiu na última segunda-feira (19) a defesa do vereador Jairo
Souza Santos Junior, conhecido como Doutor Jairinho, disse à CNN que
vai questionar a qualidade das provas técnicas apresentadas pela Polícia Civil
do Rio de Janeiro na investigação da morte de Henry Borel.
Entre elas, a
defesa deve apontar problemas na reprodução simulada da morte do menino de 4
anos, feita no dia 1° de abril. Santana afirmou à CNN que uma
das possibilidades que avalia é pedir a exumação do corpo de Henry para um novo
laudo necroscópico. Segundo ele, o trabalho dos peritos não foi bem feito.
Reservado até
aqui, o advogado não havia dado detalhes das estratégias da defesa até agora.
Bras Santana vinha dizendo que acabara de assumir o caso e esperaria para se
manifestar depois de o inquérito ser finalizado e a denúncia ser apresentada
pelo Ministério Público. Ele espera conceder uma entrevista coletiva quando
isso acontecer.
Mas à
CNN, ele já adiantou algumas estratégias da defesa de Jairinho. Disse,
inclusive, que descarta fazer alegações de doenças psiquiátricas. Santana
explicou que uma advogada que não integra o escritório dele e que não teve
autorização da família criou uma “situação” que culminou na ida de Jairinho a
um hospital psiquiátrico no último dia 16 de abril, mas que a defesa não deve
ir por essa linha.
Na prática, ele
não pretende apresentar como prova um diagnóstico de comprometimento da saúde
mental que poderia justificar qualquer tipo de acusação a Jairinho.
“É muito
prematuro tirar qualquer conclusão nesse momento, até porque eu não tenho como
pegar uma tese defensiva antes de saber qual a acusação será feita pelo
Ministério Público”, disse Santana. “A defesa encontrou falhas na prova técnica
e deixará para abordar essas questões durante o processo”, completou.
Uma das
expectativas dos advogados tanto de Jairinho quanto de Monique Medeiros, a mãe
de Henry Borel que também está presa após ter sido acusada de participar do
crime, é saber qual será a narrativa do que aconteceu aos olhos da polícia. É o
que os advogados chamam de “dinâmica do delito”. Isso interfere, por exemplo,
em quem terá apontada contra si a autoria, co-autoria ou participação na morte
do menino de 4 anos no último dia 8 de março, ou seja, qual será na tese da
acusação o papel de cada um dos dois.
Pedro Duran,
da CNN, no Rio de Janeiro
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