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| Foto: Reprodução/Twitter |
O anúncio de
que o Banco Central da Venezuela (BCV) colocou recentemente em circulação três
novas cédulas com denominações altas, de 200 mil, 500 mil e 1
milhão de bolívares, levantou novamente o debate sobre a necessidade de
emissão de papel-moeda.
Em diversas
economias do mundo, não é incomum encontrar notas com valores tão altos. Porém,
quanto mais alto o valor de face, mais descontrolada pode ser a economia
daquele país. No caso da Venezuela, a hiperinflação do país motivou a emissão
de notas altas para facilitar as transações do dia a dia.
Para se ter uma
ideia, mesmo com o real desvalorizado, 1 milhão de bolívares vale apenas cerca
de R$ 2 --ou seja, não vale nem US$ 1.
Zimbábue
O exemplo mais
notório de uma cédula de valor alto foi a do Zimbábue, na África. No início dos
anos 2000, o país emitiu a inacreditável nota de 100 trilhões de dólares
zimbabuanos.
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| Foto: Reprodução |
Na época em que
a nota foi lançada, ela valia US$ 30, depois seu valor foi reduzido a US$ 0,40
--ou seja, quase nada.
Brasil
Se hoje no
Brasil a nota de maior valor em circulação é a de R$ 200, no passado, o país já
chegou próximo da Venezuela, com uma nota de 500 mil cruzeiros, ou meio milhão.
Ela circulou entre janeiro e agosto de 1993, no período de hiperinflação da
economia. A cédula, em tons avermelhados, trazia como efígie o rosto do
escritor Mário de Andrade.
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| Foto: Reprodução |
Estados Unidos
Nos Estados
Unidos, onde a maior nota em circulação atualmente é a de US$ 100, já foram
emitidas cédulas de US$ 500, US$ 1.000, US$ 5.000 e US$ 10 mil.
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| Foto: Reprodução |
Ao todo, foram
impressos 42 mil exemplares dessa nota e ela foi usada até os anos 1960 para
facilitar as transações de grandes somas de dinheiro entre os bancos. Embora
elas existam até hoje, não são mais utilizadas.
Suíça
Na zona do euro
e na Suíça, também existem notas altas, embora não tão grandes como as da
Venezuela. Na zona do euro, circulam as cédulas de 200 e 500 euros, embora
pouco usadas.
Já na Suíça,
por conta da cultura local de utilizar papel-moeda em vez de transações
eletrônicas, como cartões de crédito, é comum ver as carteiras dos moradores
lotadas de dinheiro. Recentemente, o país lançou uma nova versão da cédula de
1.000 francos suíços, equivalente a, mais ou menos, R$ 6.000 --e é comum ver os
suíços carregarem essa nota.
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| Foto: Reprodução |
Do CNN
Brasil Business
(Publicada
por Maria Carolina Abe)





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