
Cerca de 75 pessoas teriam recebido as vacinas antes da campanha
de imunização começar. PIXABAY
Profissionais
teriam aplicado vacinas óctuplas, que protegem contra um coronavírus canino,
como se protegessem contra covid
Dois veterinários foram acusados de administrar e entregar vacinas contra um tipo de coronavírus que atinge cães para cerca de 75 pessoas na cidade de Calama, no norte do Chile, informou nesta terça-feira (20) a Secretaria de Saúde (Seremi) da região de Antofagasta.
Funcionários do
Seremi realizaram uma inspeção em setembro passado em uma clínica veterinária
de Calama (cerca de 1.400km ao norte de Santiago), onde os trabalhadores
estavam sem máscara e garantindo que já haviam sido vacinados contra a covid
pela veterinária María Fernanda Muñoz.
Muñoz foi a
primeira inoculada com a vacina óctupla que é administrada a cães para
protegê-los contra o coronavírus canino, uma infecção comum nesses animais.
“Isso é muito
perigoso. Há estudos que dizem que os efeitos nas pessoas podem ser locais,
como irritação pelos medicamentos, ou efeitos sistêmicos”, explicou a
secretária de Saúde da região de Antofagasta, Rossana Díaz, para o canal de
notícias 24 horas.
O outro caso
corresponde ao veterinário Carlos Pardo que teria feito um estudo em humanos
com a vacina para cães e entregou doses a um número indeterminado de pessoas,
garantindo que servia para combater o coronavírus.
Calote nas
multas
Os dois casos
vieram à tona nesta semana, quando a Seremi foi ao Ministério Público denunciar
que os veterinários não pagaram as multas que lhes foram impostas pela
aplicação de vacinas de uso veterinário em seres humanos.
O Ministério da
Saúde emitiu uma resolução na qual estima-se que pelo menos 75 pessoas teriam
recebido essa vacina para cães, incluindo pessoal médico e mineiro, já que na
região está localizada a mina de cobre de Chuquicamata, uma das mais
importantes das país.
"Basicamente,
está sendo testada em seres humanos", disse Paola Carrasco, veterinária do
município de Calama, a uma estação de rádio local.
Os eventos
ocorreram quando as vacinas da covid-19 ainda não haviam chegado ao Chile, onde
a camapanha de vacinação começou pelo pessoal médico, em 24 de dezembro. No dia
3 de fevereiro a imunização foi estendida para toda a população, graças a um
programa de vacinação rápido que até hoje ultrapassa 7,7 milhões de pessoas
tendo recebido pelo menos a primeira dose.
No Chile, são
utilizadas vacinas da Pfizer/BioNTech e Sinovac e já chegaram mais de 15
milhões de doses. É esperada ainda a chegada das vacinas CanSino e AstraZeneca.
O coronavírus
causou mais de 1,13 milhão de infecções e mais de 25.000 mortes desde a
confirmação do primeiro caso, em 3 de março de 2020.
Da AFP
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!