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| Official White House Photo | Adam Schultz |
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na sexta-feira (9)
que seu governo determinou a criação de uma “comissão de especialistas” para
reformar a Suprema Corte do país.
Durante a campanha, ele já havia aventado a possibilidade de expandir o
número de juízes ou estabelecer limites de mandatos.
O mandatário assinou uma ordem executiva para determinar o início das
atividades da comissão, que terá duração de 6 meses. Após esse período, o
colegiado emitirá suas recomendações ao governo.
O grupo debaterá a duração do mandato dos juízes, quantidade de
magistrados, forma como o Tribunal seleciona os assuntos sobre os quais se
pronuncia e suas regras e práticas.
“Essa iniciativa faz parte do compromisso do governo de estudar medidas
para melhorar a Justiça Federal”, argumentou a Casa Branca, em nota oficial.
A ação do governo Biden foi criticada por congressistas do Partido
Republicano. De acordo com o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, a
maioria dos cidadãos norte-americanos se opõe a uma reforma da Suprema Corte.
O parlamentar afirmou que, com a medida, Joe Biden faz um “ataque
direto” ao Poder Judiciário do país.
“Esse falso estudo acadêmico, de um problema inexistente, encaixa-se
perfeitamente na campanha de anos dos liberais [esquerdistas] para politizar a
Corte, intimidar seus membros e subverter a sua independência”, disparou.
No ano passado, o ex-presidente Donald Trump expandiu a maioria
conservadora no Tribunal para 6 a 3 ao indicar a juíza Amy Coney Barrett na
vaga deixada após o falecimento de Ruth Bader Ginsburg.
Por Marcos Rocha

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