
Marcos Oliveira | Agência Senado
Em tese, o
placar está em 2×2; desempate deve ficar por conta do ministro Kássio Nunes
Marques
A Segunda Turma
do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta terça-feira (9) a decisão no
processo sobre a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro na condução das ações
que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Primeiro a
votar na sessão, Gilmar Mendes considerou que Moro foi parcial na condução dos
processos. O ministro acatou os argumentos apresentados pela defesa do
ex-presidiário em um habeas corpus e entendeu que o ex-juiz da
Lava Jato cometeu irregularidades na condução dos trâmites.
Em seu voto,
ele citou fatos que ocorreram durante a tramitação dos processos contra Lula,
como a condução coercitiva do ex-presidente, autorização de escutas no escritório
de advogados, suposta atuação para impedir a soltura, retirada do sigilo da
delação do ex-ministro Antonio Palocci durante as eleições e o fato de Moro ter
assumido cargo de ministro da Justiça.
Em seguida,
Ricardo Lewandowski também entendeu que Sergio Moro conduziu os processos com
interesses políticos.
Após os votos
de Mendes e Lewandowski, o ministro Kássio Nunes Marques pediu vistas, ou seja,
mais tempo para analisar o caso. Com isso, o julgamento foi suspenso. A data da
retomada ainda não foi definida.
Carmen Lúcia e
Edson Fachin, que anteriormente já tinham votado contra a suspeição, pediram
para apresentar novamente seus votos e podem mudar de ideia. Em tese, o placar
está 2×2 e a decisão ficaria por conta do ministro indicado por Jair Bolsonaro.
Por Marcos Rocha
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!