
Hospitais na região de Paris estão à beira do colapso
por conta da terceira onda de covid-19.
LUDOVIC MARIN / AFP
Comércios
não essenciais vão voltar a fechar e o deslocamento de pessoas será restrito em
determinados locais
O
primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou nesta quinta-feira (18) um
novo confinamento de um mês em Paris e outras regiões para combater a terceira
onda de covid-19, que
deixou os hospitais à beira do colapso.
Os negócios não
essenciais vão voltar a fechar as portas e os deslocamentos serão restritos nas
regiões afetadas, mas as escolas permanecerão abertas e será permitida a
prática de exercícios ao ar livre em um raio de 10 km ao redor das residências.
"Estamos
adotando uma terceira via, uma forma que deve permitir frear sem
confinar", disse Castex em entrevista coletiva transmitida ao vivo pela
televisão.
Além da região
de Paris, uma das mais densas com 12 milhões de habitantes, os outros
territórios afetados pelas novas medidas incluem a de Altos da França, no
nordeste do país, onde está localizada a cidade de Lille.
Essas medidas
tomadas por "pelo menos quatro semanas" podem ser estendidas a outras
regiões do país se a situação se agravar, disse Castex.
Depois de dois
confinamentos nacionais que paralisaram a economia do país, o executivo francês
aposta agora na abordagem territorializada da gestão de crises.
Há algumas
semanas, um confinamento de fim de semana está em vigor na região turística dos
Alpes Marítimos (sudeste), onde fica Nice, e no departamento de Pas-de-Calais
(norte), ao largo da costa britânica.
Paralelamente,
Castex anunciou que a França retomará a vacinação com a AstraZeneca na
sexta-feira, após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) determinar que a
vacina é "segura e eficaz". "Serei vacinado com esta vacina para
mostrar que podemos confiar totalmente", disse Castex.
Quase
exatamente um ano atrás, o presidente Emmanuel Macron ordenou um primeiro
confinamento nacional na França, que foi um dos mais rígidos do mundo, seguido
por outro no final de outubro. Mais de 91.000 pessoas morreram de covid na
França, de acordo com uma contagem oficial.
Da AFP
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