
Justiça determina prisão preventiva para Jeanine Áñez.
MANUEL CLAURE/REUTERS - 13.3.2021
MP
justificou o pedido de detenção por uma suposta conspiração para executar um
'suposto golpe de Estado' contra Evo Morales
Uma juíza
determinou no domingo quatro meses de prisão preventiva para a ex-presidente da
Bolívia Jeanine Áñez pelo caso do suposto golpe de Estado contra o
ex-presidente esquerdista Evo Morales em 2019, uma acusação que ela nega.
"Me enviam
para quatro meses de detenção para esperar o julgamento por um 'golpe' que
nunca aconteceu", afirmou Áñez no Twitter, após ouvir a resolução da juíza
Regina Santa Cruz, durante uma audiência cautelar que durou várias horas.
Santa Cruz
ouviu os argumentos das duas partes, tanto a Promotoria como os advogados de
defesa de Áñez e de seus ex-ministros da Justiça, Álvaro Coímbra, e da Energia,
Rodrigo Guzmán, todos detidos entre sexta-feira e sábado.
O Ministério
Público havia solicitado seis meses de prisão preventiva para os três
políticos.
Áñez, que
acompanhou a audiência de uma dependência policial, acrescentou no Twitter:
"Daqui, peço à Bolívia que tenha fé e esperança. Um dia, com todos,
construiremos uma Bolívia melhor".
A
ex-presidente, 53 anos, foi detida no sábado na cidade de Trinidad, capital do
departamento de Beni (600 km ao nordeste de La Paz), depois de seus dois
ministros Coímbra e Guzmán, os três denunciados por sedição, terrorismo e
conspiração.
Áñez, advogada,
política e ex-apresentadora de televisão, foi detida quando estava escondida
em uma cama box na casa de um parente.
O nome de Áñez,
que deixou o governo em novembro de 2020, aparece em uma denúncia feita em
dezembro pela ex-deputada do governante Movimento Ao Socialismo (MAS) Lidia
Patty contra o líder cívico da rica região de Santa Cruz, Luis Fernando
Camacho, governador eleito do departamento em uma votação recente.
O MP da Bolívia
justificou o pedido de detenção por uma suposta conspiração para executar um
"suposto golpe de Estado" contra Morales, que renunciou em novembro
de 2019 durante grandes distúrbios sociais.
Os opositores
de direita e centro denunciaram na época, que Morales, que estava no poder
desde 2006, havia cometido fraudes nas eleições presidenciais do mês anterior
para governar de maneira ininterrupta até 2025.
Os protestos
provocaram um motim policial e um pedido das Forças Armadas para que Morales
recuasse, o que obrigou o então presidente a renunciar e seguir para o exílio
no México, antes de viajar para a Argentina como refugiado.
Na ação figuram
cinco ex-ministros de Áñez e chefes de polícia, militares e civis, alvos de
ordens de detenção.
Da AFP
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