
Bolsonaro voltou a criticar medidas de isolamento
mais severas de prefeitos e governadores.
MARCOS CORRÊA/PR - 17.03.2021
Presidente
voltou a criticar quarentenas severas, que comparou com "estado de
sítio". "Só uma pessoa pode decretar: eu", opinou
O presidente
Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (18) que a
AGU (Advocacia-Geral da União) vai entrar com uma ADI (Ação Direta de
Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra decreto de três
Estados que determinaram toque de recolher para conter o pico da pandemia da covid-19 no
Brasil, que já mata
quase três mil pessoas por dia.
"No
decreto ali o cara bota 'toque de recolher'. Isso é estágio de defesa, estado
de sítio, que só uma pessoa pode decretar: eu. Mas quando eu assino o decreto
de defesa, de sítio ele vai para dentro do Parlamento. Mas o decreto de um
governador ou de um prefeito, não interessa quem seja, tem o poder de usurpar
da Constituição", disse o presidente, que não especificou quais foram os
governadores alvos da ação.
O R7 procurou
a AGU para obter a ação, que ainda não foi protocolada no STF, mas não recebeu
resposta até a publicação desta matéria.
Ele ainda
afirmou que vai pedir regime de urgência em um projeto de lei para tornar mais
atividades econômicas essenciais durante as restrições. "Tudo o que gerar
renda a uma família é atividade essencial".
O mandatário
voltou a defender a possibilidade do que chamou de "tratamento
inicial" para a doença, mas evitou dizer o nome dos remédios, como a
cloroquina e a ivermectina. Ele, porém, voltou a mostrar apoio à vacinação em
massa, enquanto reclamou de cobranças sobre os imunizantes.
"Muita
gente dizendo: quero vacina. Eu também quero. Quero que você me diga onde tem
vacina pra vender", afirmou.
Durante a live,
que durou pouco mais de uma hora, Jair Bolsonaro também elogiou o ex-ministro
da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmando sua exoneração para esta sexta-feira
(19). Além disso, ele anunciou que o calendário para o pagamento
do auxílio emergencial está pronto, e criticou o ex-presidente
Lula, a quem chamou de "Capitão Corrupção".
"Me chamam
de Capitão Cloroquina. Estão achando que me ofendem? Vocês vão ter o Capitão
Corrupção em 2022, aquele velho barbudo. Não tenho obsessão em ser
candidato".
Do R7
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