Agência decidiu também que acessórios como bandanas, lenços e protetores do tipo "face shield" não poderão mais ser utilizados como proteção facial
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quinta-feira
(11) endurecer as regras para o uso de máscaras de proteção individual em aeroportos,
a fim de mitigar a disseminação da Covid-19.
A partir do dia
25 de março, acessórios como bandanas, lenços e protetores do tipo "face
shield" não poderão mais ser utilizados como proteção facial. Da mesma
forma, máscaras de acrílico, de plástico transparente e as que possuem válvula
de expiração, mesmo profissionais.
Muito comuns no
Brasil, as máscaras de tecido, em materiais como algodão e tricoline, só
poderão ser utilizadas caso possuam mais de uma camada de proteção e
tenham ajuste adequado ao rosto. Caso contrário, também estarão proibidas.
"Para
proteger a saúde do viajante, a máscara deve estar bem ajustada ao rosto,
cobrindo o nariz e boca, sem aberturas que permitam a entrada ou saída de ar e
gotículas respiratórias. Com as alterações aprovadas nesta quinta-feira, os
modelos que não garantam essa proteção não serão mais aceitos nos aeroportos e
nas aeronaves", diz a Anvisa, em nota.
A agência
afirma que o uso de máscara só estará dispensado nas praças de alimentação,
durante a refeição, para pessoas com transtorno do espectro autista ou que
possuam deficiências que impeçam o uso ou para crianças com menos de três anos
de idade.
Desde o dia 1º
de março, a Latam, uma das maiores companhias aéreas do país, já
proíbe o embarque de passageiros que utilizem máscaras com válvulas ou
que estejam apenas com lenços, echarpe ou bandanas de pano como proteção
facial.
Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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