
Ex-ministro José Dirceu tem condenação
solicitada pela Lava Jato do Paraná.
PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
No PR,
procuradores acusam réus por crimes de lavagem de dinheiro de propina em
contratos firmados com a Petrobras
O MPF
(Ministério Público Federal) solicitou, nesta segunda-feira (8), a condenação
dos réus José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro do governo Lula,
Gerson de Mello Almada e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva em ação penal por
prática de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em contratos firmados
entre a Petrobras e as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia.
As alegações
finais do órgão público foram enviadas ao juiz federal da 13ª Vara Federal de
Curitiba pelos procuradores da República que compõem o núcleo do Grupo de
Atuação e Combate ao Crime organizado da Operação
Lava Jato no Paraná. Também são apontados na ação os nomes
de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e Walmir
Pinheiro Santana.
Segundo a
denúncia, o ex-ministro teria recebido propina por acordos firmados pela
Entrelinhas — que possuía contrato com a JD Assessoria, empresa de José Dirceu
— por pagamento de serviços em períodos cuja continuidade só seria
possível em razão de a Engevix ter assumido os custos em favor da empresa do
político.
"Imputa a
exordial acusatória, ainda, no contexto dos crimes
antecedentes perpetrados no bojo de contratos firmados pelo Grupo UTC com
o Governo Federal, especialmente com a PETROBRAS, a celebração de 02
(dois) aditivos contratuais de prestação de serviços ideologicamente
falsos entre a UTC e a JD ASSESSORIA [empresa de José Dirceu], datados de
01/02/2013 e 01/02/2014, os quais ensejaram a emissão de notas fiscais no
montante total global de R$ 1.536.000,00 e a transferência de valores
líquidos, após a dedução de impostos e contribuições sociais, no montante
global de R$ 1.441.536,00, mediante 21 (vinte um) pagamentos", complementa
trecho da denúncia do MPF.
O relatório
cobra a repressão dos delitos, diz que os réus utilizaram técnicas de
contrainteligência para garantir a sua impunidade e ainda que a análise dos
fatos engloba a existência de um "cartel que se relacionava de forma
espúria com diretorias da maior estatal do país por mecanismo de corrupção que
era praticado com elevado grau de sofisticação, envolvendo a realização de
acordo prévio e genérico de corrupção que posteriormente era concretizado em
situações específicas com a utilização de diversos e velados
mecanismos..."
Do R7
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