2/01/2021

Homem acusado de atear fogo em porteiro em Teresópolis é condenado a 11 anos de prisão; decisão cabe recurso

Marcelo Cavalcanti Gomes foi condenado a 11 anos 1
 mês de prisão por ter ateado fogo em porteiro em
Teresópolis — Foto: — Foto: Reprodução/ TV Globo

Júri decidiu por sete votos a zero pela condenação no julgamento que aconteceu nesta sexta-feira (29). Defesa disse que vai recorrer.

O homem acusado de atear fogo no porteiro Jefferson Quintanilha em 2018 em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, foi condenado a 11 anos e 1 mês de reclusão. O julgamento aconteceu sexta-feira (29), na Comarca de Teresópolis.

Por sete votos a zero, o júri decidiu pela condenação de Marcelo Cavalcanti. A decisão cabe recurso e a defesa disse que vai recorrer.

O julgamento começou às 13h e terminou por volta das 20h.

Juiz nega pedido da defesa

Ainda neste mês de janeiro, o juiz negou um pedido da defesa para que o réu passasse por uma avaliação de sanidade mental.

“Mantenho a decisão que indeferiu a instauração de incidente de insanidade mental do acusado, uma vez que nenhum requerimento feito neste sentido nos autos veio instruído com informações mínimas a respeito dos indícios de que o acusado possa ser portador de qualquer transtorno ou doença mental.” disse o juiz na decisão.

Relembre o caso

Porteiro estava trabalhando em Teresópolis, RJ,
quando foi surpreendido pelo agressor.
Foto: Divulgação/Polícia Militar

O crime aconteceu na portaria do condomínio Hermitage, em 19 de junho de 2018. Câmeras de segurança registraram a ação e mostram quando Marcelo jogou gasolina, acendeu um isqueiro e ateou fogo contra o porteiro Jefferson Quintanilha de Souza, na época com 23 anos de idade.

Jefferson sobreviveu e precisou passar por diversos procedimentos para se recuperar. Ele fez cirurgias nos braços, perdeu uma orelha e parte da outra.

Dois dias após o crime, Marcelo se entregou à polícia e confessou ter ateado fogo no porteiro. Segundo a 110º DP de Teresópolis, na ocasião, Marcelo disse que cometeu o crime por ciúmes da companheira. Ele acreditava que ela estava tendo um caso com Jefferson.

Jefferson Quintanilha teve 60% do corpo
 queimados — Foto: Polícia Militar
Divulgação

Jefferson ficou com 60% do corpo queimado. Ele foi levado para o Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro, e ficou 70 dias internado, 28 deles em coma.

“Meu maior sonho é ser feliz ao lado da minha família e voltar a ter uma vida normal como a que eu tinha. Sinto falta de jogar bola com meus amigos e malhar. Futebol sempre foi minha paixão”, disse a vítima.

Por G1 — Região Serrana

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