
Marcelo Cavalcanti Gomes foi condenado a 11 anos 1
mês de prisão por ter ateado fogo em porteiro em
Teresópolis — Foto: — Foto: Reprodução/ TV Globo
Júri decidiu
por sete votos a zero pela condenação no julgamento que aconteceu nesta
sexta-feira (29). Defesa disse que vai recorrer.
O homem acusado
de atear fogo no porteiro Jefferson Quintanilha em 2018 em Teresópolis, na
Região Serrana do Rio, foi condenado a 11 anos e 1 mês de reclusão. O julgamento
aconteceu sexta-feira (29), na Comarca de Teresópolis.
Por sete votos
a zero, o júri decidiu pela condenação de Marcelo Cavalcanti. A decisão cabe
recurso e a defesa disse que vai recorrer.
O julgamento
começou às 13h e terminou por volta das 20h.
Juiz nega
pedido da defesa
Ainda neste mês
de janeiro, o juiz negou um pedido da defesa para que o réu passasse por uma
avaliação de sanidade mental.
“Mantenho a
decisão que indeferiu a instauração de incidente de insanidade mental do
acusado, uma vez que nenhum requerimento feito neste sentido nos autos veio
instruído com informações mínimas a respeito dos indícios de que o acusado
possa ser portador de qualquer transtorno ou doença mental.” disse o juiz na
decisão.
Relembre o
caso
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| Porteiro estava trabalhando em Teresópolis, RJ, quando foi surpreendido pelo agressor. Foto: Divulgação/Polícia Militar |
O crime
aconteceu na portaria do condomínio Hermitage, em 19 de junho de 2018. Câmeras
de segurança registraram a ação e mostram quando Marcelo jogou gasolina,
acendeu um isqueiro e ateou fogo contra o porteiro Jefferson Quintanilha de Souza,
na época com 23 anos de idade.
Jefferson
sobreviveu e precisou passar por diversos procedimentos para se recuperar. Ele
fez cirurgias nos braços, perdeu uma orelha e parte da outra.
Dois dias após
o crime, Marcelo se entregou à polícia e confessou ter ateado fogo no porteiro.
Segundo a 110º DP de Teresópolis, na ocasião, Marcelo disse que cometeu
o crime por ciúmes da companheira. Ele acreditava que ela estava tendo
um caso com Jefferson.
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| Jefferson Quintanilha teve 60% do corpo queimados — Foto: Polícia Militar Divulgação |
Jefferson ficou
com 60% do corpo queimado. Ele foi levado para o Hospital Estadual Vereador
Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro, e ficou 70 dias
internado, 28 deles em coma.
“Meu maior
sonho é ser feliz ao lado da minha família e voltar a ter uma vida normal como
a que eu tinha. Sinto falta de jogar bola com meus amigos e malhar. Futebol
sempre foi minha paixão”, disse a vítima.
Por G1 —
Região Serrana


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