
Estado permaneceu na fase vermelha do Plano
SP durante festas de fim de ano.
FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO
Após passar
os dias 1, 2 e 3 de janeiro na fase mais restritiva do plano São Paulo, estado
volta para a classificação amarela
Após passar três dias na fase vermelha do plano São Paulo, o Estado retorna, nesta segunda-feira (4), para a fase amarela do plano de flexibilização para conter a disseminação do novo coronavírus. Por decisão do governo de São Paulo no dia 31 de dezembro, todos os 645 municípios do Estado voltaram à fase 1-vermelha, a mais restritiva do plano. A medida teve validade entre os dias 1 e 3 de janeiro.
O primeiro fim
de semana do ano em São Paulo começou com ruas e avenidas desertas e bares e
restaurantes fechados. Em contrapartida, praias do litoral paulista ficaram
lotadas de turistas promovendo aglomerações em espaços públicos.
A meta do
governo era tentar conter o avanço de casos do novo coronavírus que, segundo a
Secretaria Estadual da Saúde, cresceram 76% em dezembro em São Paulo, na
comparação com novembro. As mortes também tiveram crescimento de 66% em relação
ao mês anterior.
Na fase
1-vermelha só podem funcionar os serviços considerados essenciais nas áreas de
abastecimento, segurança, transporte e saúde como mercados, farmácias, postos
de combustível, padarias e lavanderias.
A média móvel
de óbitos dos últimos sete dias, que chegou a estar abaixo de 100 entre o fim
de outubro e a primeira quinzena de novembro, ultrapassou as 150 novas mortes
em alguns dias de dezembro. A média móvel de casos também subiu e está em
6.258. O índice esteve abaixo de 4 mil em diversos dias de outubro e novembro.
Durante a etapa
mais restritiva, shoppings, bares, comércio de rua, academias, restaurantes,
concessionárias, escritórios, eventos culturais e salões de beleza não podem
funcionar. Agora, com a volta para a fase 3-amarela do Plano São Paulo,
comércio e serviços podem operar com até 40% de capacidade e horário de
funcionamento restrito.
O Plano São
Paulo é dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de
atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle
(laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal
controlado (azul).
Veja as
regras da fase amarela
Shoppings
centers
Ocupação máxima
limitada a 40% da capacidade do local.
Horário
reduzido (10 horas).
Praças de
alimentação (ao ar livre ou em áreas arejadas).
Adoção dos
protocolos geral e setorial específico.
Comércio e
serviços
Ocupação máxima
limitada a 40% da capacidade do local.
Horário
reduzido (10 horas).
Adoção dos
protocolos geral e setorial específico.
Bares e
restaurantes
Somente ao ar
livre ou em áreas arejadas.
Ocupação máxima
limitada a 40% da capacidade do local.
Horário
reduzido (10 horas).
Consumo local
até 17h.
Consumo local
até as 22h (se a região estiver a ao menos 14 dias seguidos na fase amarela).
Adoção dos
protocolos padrões e setoriais específicos.
Salões de
beleza e barbearias
Ocupação máxima
limitada a 40% da capacidade do local.
Horário
reduzido (10 horas).
Adoção dos
protocolos geral e setorial específico.
Academias
Ocupação máxima
limitada a 30% da capacidade do local.
Horário
reduzido (10 horas).
Agendamento
prévio com hora marcada.
Permissão
apenas de aulas e práticas individuais, mantendo-se as aulas e práticas em
grupo suspensas.
Adoção dos
protocolos geral e setorial específico.
Eventos e
atividades culturais
Permitido após
a região ficar ao menos 28 dias consecutivos na fase amarela.
Ocupação máxima
limitada a 40% da capacidade do local.
Obrigação de
controle de acesso, hora marcada e assentos marcados.
Venda de
ingressos de eventos culturais em bilheterias físicas, desde que respeitados
protocolos sanitários e de distanciamento.
Assentos e
filas respeitando distanciamento mínimo.
Proibição de
atividades com público em pé.
Adoção dos
protocolos geral e setorial específico.
Demais
atividades que geram aglomeração
Não são
permitidas.
Do R7
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