
Isac Nóbrega | PR
O governo
federal tem um projeto para privatizar presídios e fazer os presos trabalharem
e usarem parte do salário para pagar seus custos.
Noticiado pelo
Conexão Política em julho de 2020, a pauta esteve em alta na agenda do Palácio
do Planalto e já está nos processos finais para ser a nova aposta do presidente
Jair Bolsonaro.
Conforme apurou
a nossa equipe com interlocutores do governo, a medida visa alcançar soluções
significativas para resolver o grande problema que é a situação carcerária no
país.
A ideia é que
os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul sejam utilizados como projeto
piloto para as ações.
Além disso,
apuramos também que o governo quer utilizar a região Nordeste como plano
estratégico, estendendo a proposta para capitais com altos índices de
violência.
As visitas do
chefe do Executivo ao Nordeste não tem sido apenas uma agenda futura para a
reeleição, mas uma investida para consolidar aliados que estejam dispostos a
acenar positivamente para o ‘atitude dos sonhos’ de Bolsonaro.
Ceará e
Pernambuco estão na mira do governo federal.
No primeiro
semestre de 2020, o Ceará apresentou um forte aumento da violência, em
comparação com o mesmo período de 2019. O número de assassinatos cresceu em
102,3%, de 1.106 assassinatos de janeiro a junho de 2019 para 2.245 em 2020, de
acordo com dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública.
O cenário em
Pernambuco foi bastante semelhante. De janeiro a junho de 2020, 1.962 pessoas
foram assassinadas no estado. O número representa aumento de 11,8% com relação
ao mesmo período de 2019, que foi de 1.755 vítimas. Os dados são do Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, através de documento anual que traz números
fornecidos pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias
civis, militares e federal.
Caso o projeto
realmente avance, a iniciativa privada poderá atuar por 35-40 anos.
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