
Marcelo Cavalcanti Gomes se entregou à polícia
e confessou que cometeu o crime motivado por
ciúme. — Foto: Foto: Reprodução/ TV Globo
Ao todo, 15
jurados participam da sessão do júri. O caso aconteceu em junho de 2018.
Jefferson Quintanilha teve 60% do corpo queimado após Marcelo Cavalcanti jogar
gasolina e atear fogo na vítima.
Acontece nesta
sexta-feira (29), às 13h, na Comarca de Teresópolis, na Região Serrana do Rio,
o julgamento de Marcelo Cavalcanti Gomes, que em
19 de junho de 2018 jogou gasolina, acendeu um isqueiro e ateou fogo contra o
porteiro Jefferson Quintanilha de Souza, na época com 23 anos de idade.
"Difícil
falar sobre o Marcelo, só quero que ele pague pelo que fez", afirmou Jefferson
em entrevista ao G1, nesta quinta-feira (28).
Jefferson ficou com 60% do corpo queimado.
Homem joga gasolina e coloca fogo no rosto
de porteiro em Teresópolis; IMAGENS FORTES
Ao todo, 15
jurados participam da sessão do júri, que será presidida pelo juiz da Vara
Criminal de Teresópolis, Orlando Eliazaro Feitosa.
O crime foi
registrado pelas câmeras de segurança do conjunto habitacional Fazenda
Ermitage.
Dois dias após
o crime, Marcelo se entregou à polícia e confessou ter ateado fogo no porteiro.
Segundo a 110º DP de Teresópolis, na ocasião, Marcelo disse que cometeu
o crime por ciúmes da companheira. Ele acreditava que ela estava tendo
um caso com Jefferson.
Juiz nega
pedido da defesa
Ainda neste mês
de janeiro, o juiz negou um pedido da defesa para que o réu passasse por uma
avaliação de sanidade mental.
“Mantenho a
decisão que indeferiu a instauração de incidente de insanidade mental do
acusado, uma vez que nenhum requerimento feito neste sentido nos autos veio
instruído com informações mínimas a respeito dos indícios de que o acusado
possa ser portador de qualquer transtorno ou doença mental.” disse o juiz na
decisão.
Mais de 2
meses de internação
Jefferson ficou
com 60% do corpo queimado. Ele foi levado para o Hospital Estadual Vereador
Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro, e ficou 70 dias
internado, 28 deles em coma.
“Meu maior
sonho é ser feliz ao lado da minha família e voltar a ter uma vida normal como
a que eu tinha. Sinto falta de jogar bola com meus amigos e malhar. Futebol
sempre foi minha paixão”.
Jefferson
precisa ainda fazer outras cirurgias, no tórax e nos braços, que ainda estão
comprometidos. Ele perdeu uma orelha e uma parte da outra.
Jefferson
estará no julgamento nesta sexta, acompanhado da mãe, que
apagou as chamas do corpo do filho, da irmã e uma tia, além de outros
amigos.
"A família
foi queimada junto com ele, nossas cicatrizes não são visíveis, mas de tempos
em tempos elas doem, por que lembramos da difícil caminhada até aqui e da
incerteza de um dia não ter ele junto a nós! Queremos justiça!", diz uma
mensagem compartilhada por familiares da vítima.
O G1 entrou
em contato com a defesa do réu e aguarda retorno.
Por Leonardo
Libanio, G1 — Região Serrana
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