
Imagem: Share America
Mais de uma
dúzia de professores universitários e pesquisadores que trabalham para
instituições de ensino superior dos Estados Unidos foram presos no ano passado,
acusados de serem agentes secretos chineses por causa de suas ligações com o
Partido Comunista Chinês.
Isso levantou
questões sobre a influência do PCC sobre as faculdades dos Estados Unidos e por
que eles dependem tanto de nações estrangeiras, de acordo com a Campus
Reform.
Alguns dos
acusados de serem agentes secretos chineses incluem:
O estudante de
medicina da Universidade de Harvard, Zhaosong Zheng, acusado de tentar
contrabandear pesquisas sobre câncer. Ele teria recebido vários pagamentos do
Conselho de Bolsas de Estudo Chinês.
O pesquisador
da Universidade da Virgínia, Haizhou Hu, foi detido em setembro passado no
Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, a caminho da China. Hu foi pego com
um “código de software de simulação de pesquisa de computação bioinspirada que
ele não estava autorizado a possuir”, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O pesquisador
da UCLA – Universidade da Califórnia em Los Angeles, Guan Lei, foi preso em agosto passado por transferir dados confidenciais
para a China, destruir informações durante a investigação e negar sua
associação com os militares chineses.
O professor
associado da Universidade do Kansas, Feng Tao, foi acusado de fraude eletrônica
e fraude de programa.
O professor
associado e pesquisador da Universidade de Tennessee-Knoxville, Amning Hu, foi
preso em março passado por suas conexões com o Estado chinês. Ele foi acusado
de fraude eletrônica e declarações falsas. De acordo com o Campus
Reform, Hu teria feito declarações falsas para obter financiamento federal
adicional da NASA, enquanto ocultava sua afiliação à Universidade de Tecnologia
de Pequim, que está sob liderança direta da Academia Chinesa de Ciências, uma
instituição do Conselho de Estado da China.
Zhengdong
Cheng, professor da Texas A&M e pesquisador da NASA, foi detido acusado de
conspiração, declarações falsas e fraude eletrônica. O Departamento de Justiça
dos EUA relatou que Cheng “deliberadamente tomou medidas para
ocultar suas afiliações e colaboração com uma universidade chinesa e pelo menos
uma empresa de propriedade chinesa”.
Para ver a
lista completa (em Inglês) dos acadêmicos que foram presos, indiciados ou
condenados, clique aqui.
Chance Layton,
coordenador de comunicações da National Association of Scholars, disse: “As
faculdades e universidades dos Estados Unidos dependem demais de nações
estrangeiras”. Ele observou que vários reitores de universidades dependem do
patrocínio de programas da “Arábia Saudita, Qatar, Rússia, China e outros.”
Layton disse
que os patrocinadores internacionais tendem a “estabelecer campi satélites
nessas nações onde se espera que alunos e professores respeitem as limitações
do país anfitrião quanto à liberdade de expressão, liberdade acadêmica e até
mesmo direitos humanos”.
Além disso, ele
acredita que as universidades americanas “temem que o público saiba quanta
influência nossos adversários estrangeiros adquiriram em suas instituições” e
que rivais como a China “encontraram um alvo fácil nas faculdades dos EUA”.
Por Thaís Garcia
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