
O Procon instaurou diversos processos administrativos
de acordo com as localidades do Município que sofriam
com a falta de abastecimento regular. Foto: Divulgação
A falta de
investimentos na captação e distribuição de água tratada no Município,
serviço oferecido pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio
de Janeiro – Cedae, tem sido acompanhado de perto pela equipe do Procon
de Rio das Ostras. A proximidade do período do verão, quando o consumo
dispara na Cidade, somado à irregularidade na distribuição em dias e
horários pré-definidos pela própria companhia, tem gerado uma série de
processos administrativos e multas.
O trabalho dos
funcionários do Procon começou com o levantamento de reclamações em todas as
quatro áreas atendidas pela companhia em Rio das Ostras ( Centro/Inajara,
Costazul, Mariléa e Papagaio). O levantamento levou em consideração períodos de
manobras de 24 horas, quando a água deveria estar sendo oferecida normalmente
pelas tubulações.
“Nossas equipes
visitaram diversas localidades sempre no período de 24 horas, acompanhando o
início das manobras às 14 horas e o término das operações no mesmo horário do
dia seguinte. Estes autos de vistoria, lavrados nas residências de consumidores
da Cidade mostraram que muitas delas não estavam recebendo água conforme a
empresa afirmava”, lembra Rafael Macabu, coordenador executivo do
Procon.
De posse das
informações obtidas com as visitas, o Procon instaurou diversos processos
administrativos de acordo com as localidades do Município que sofriam com a
falta de abastecimento regular nos dias das manobras, conforme calendário
divulgado pela Cedae.
Cada processo
acabou gerando uma multa administrativa diante da ausência de justificativas
para o desabastecimento em pleno período da pandemia do Novo Coronavírus.
“ A Cedae
apresentou respostas padronizadas, normalmente relacionadas a escassez de água
e a falta de chuvas regulares nos últimos meses. Nós sabemos de locais em Rio
das Ostras onde a rede não fornece uma única gota d’água há mais de dois anos,
forçando as pessoas a viverem de caminhões pipa. É sempre bom lembrar que a
água tratada é essencial para a vida das pessoas, para a saúde, para a higiene,
especialmente neste período de pandemia” destaca Rafael Macabu.
MULTAS –
Foram realizadas mais de 130 vistorias em residências e estabelecimentos
comerciais do Município onde foi verificado que o abastecimento não é realizado
conforme consta do calendário do fornecedor. Somadas, as multas
aplicadas chegam ao valor de R$ 486.709,86.
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