
Reuters
O Partido
Comunista Chinês (PCC) está aprovando novas leis para restringir a interação cristã entre
chineses e estrangeiros, parecendo indicar que os cristãos estrangeiros são o
último alvo da crescente perseguição.
As novas leis propostas foram publicadas, na semana
passada pelo Ministério da Justiça da China, para advertir os cristãos
estrangeiros contra a disseminação do “extremismo religioso” ou o uso da
religião para “minar a soberania” da China.
O monitoramento
de estrangeiros na China continua forte e a China continua a argumentar sobre a
necessidade de “proteger” seu povo da manipulação estrangeira. Em 2018, a China
publicou seu Livro Branco sobre Religião, que deixava claro que o
governo ateu considera seu papel protetor, “como um país socialista sob a
liderança do Partido Comunista da China (PCC), a China adota políticas de
liberdade religiosa de crença baseada em condições nacionais e religiosas para
proteger o direito dos cidadãos à liberdade de crença religiosa, construir
relações religiosas ativas e saudáveis e manter a harmonia religiosa e social”.
O ‘Livro Branco’ foi intitulado “Políticas e Práticas da China para a Proteção
da Liberdade de Crença Religiosa”.
Na visão do
PCC, as regras religiosas na China existem para proteger o povo; “quem não
segue as regras religiosas não está ajudando o povo, mas prejudicando-o”. Para
o Estado comunista, “missionários estrangeiros que operam sem permissão não
apenas negam a ciência do ateísmo, mas promovem perigosamente atividades
prejudiciais à saúde que perturbam a harmonia social e religiosa da sociedade”.
O problema é que raramente, ou nunca, é dada permissão para missionários
estrangeiros operarem legalmente dentro da China.
O artigo
21 da nova legislação proposta afirma claramente que os
estrangeiros NÃO podem realizar NENHUMA das seguintes seis atividades:
Participar ou
administrar cultos da igreja local, escolas cristãs, ou nomear ou gerenciar
lideranças religiosas locais.
Começar uma igreja, escritório de coordenação religiosa, escola bíblica ou
qualquer projeto cristão.
Promover, apoiar ou financiar atividades cristãs que minam a unidade nacional da
China.
Pregar a cidadãos chineses, converter cidadãos chineses ou aceitar ofertas de
cidadãos chineses.
Oferecer educação ou treinamento religioso.
Realizar outras atividades ilegais envolvendo religião.
O Artigo
26 proíbe os estrangeiros de trazer livros, materiais impressos,
materiais audiovisuais ou produtos eletrônicos que excedam o “uso próprio” ou
que não tenham sido aprovados pelo governo central.
O Artigo
30 promete punição para qualquer funcionário do governo que permitir
que essas atividades “ilegais” ocorram em sua área.
O Artigo
31 estabelece a punição para estrangeiros que “pregam sem
autorização”, “transportam livros religiosos ou produtos audiovisuais” ou
recrutam chineses “com o propósito de treinar pessoal religioso”.
A nova lei
claramente estabelece as bases para exterminar todo o trabalho de missionários
estrangeiros na China.
Por Thaís Garcia
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