![]() |
| Diretor do Butantan diz ser impossível relação entre evento adverso e vacina. Amanda Perobelli/Reuters - 10.11.2020 |
Após morte, Anvisa suspendeu estudos clínicos com imunizante. Governo do Estado diz ser impossível que haja relação entre evento e vacina
A Polícia Civil de São Paulo não tem dúvidas de que o voluntário da Coronavac, um farmacêutico de 32 anos, cometeu suicídio. É esse episódio que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alega para suspender os testes da vacina contra a covid-19. Por sua vez, o governo do Estado diz ser "impossível" que haja relação da morte com o imunizante.
Desde o dia 29
de outubro, às 16 horas, a polícia registrou a causa da morte como suicídio. A
informação consta no Boletim de Ocorrência 2.460/2020 feito pelo 93º Distrito
Policial (Jaguaré) ao qual o Estadão teve acesso.
Segundo o
zelador do prédio da vítima, o companheiro do farmacêutico havia dado
autorização para ele tocar a campainha e caso necessário, arrombar a porta. Com
um segurança do condomínio, eles forçaram a entrada e encontraram o
farmacêutico já sem vida.
O delegado foi
até o local e não achou sinais de violência no apartamento. Ele requisitou
perícia para a residência e para a vítima. Embora aguardem exame toxicológico
para a confirmação formal, os investigadores não têm dúvida de se tratar de
suicídio.
A vítima se
tornou voluntária da Coronavac no início de outubro, mas não há informação se
ele, de fato, recebeu uma dose do imunizante ou placebo.
Interlocutores
do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmaram à reportagem que o
Palácio dos Bandeirantes vê com desconfiança a decisão da Anvisa e suspeita que
agência atuou para criar um "alarmismo desnecessário".
Agência
Estado

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!