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Ação foi ordenada pelo chefe do tráfico da comunidade. |
Uma mulher de
23 anos foi agredida com tapas, arrastada pelos cabelos e baleada na perna na
madrugada deste sábado (17) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio.
De acordo com a
Polícia Civil, ela foi cercada por traficantes quando tentava entrar em um
baile funk na comunidade do Morro da Cabocla.
Ela tentou
fugir do local correndo, mas foi perseguida pelos criminosos, que atiraram
várias vezes em sua direção. A mulher acabou sendo atingida por um tiro na
perna, mas conseguiu descer o morro e pedir ajuda.
Ela foi
atendida em uma unidade de saúde e depois foi à delegacia, acompanhada da
Polícia Militar.
A Polícia Civil
já identificou três criminosos envolvidos no crime e pediu à Justiça a prisão
temporária dos suspeitos. Os três têm diversos antecedentes criminais por
homicídios, lesão corporal, tráfico de drogas, associação para o tráfico e
porte ilegal de arma de fogo. Todos deixaram a cadeia este ano.
De acordo com a
delegada titular da 132ª DP, Patrícia Aguiar, as investigações revelaram que o
crime foi ordenado pelo traficante Elizeu Silveira dos Santos, conhecido como
Zeu, com quem a vítima já teve um relacionamento. Zeu é apontado pela polícia como
chefe do tráfico de drogas na localidade.
Segundo a
polícia, também participaram do crime os traficantes Wagner Thomaz dos Santos,
conhecido como Magrão, que é gerente do tráfico no local, e Peterson de Paula
Sales Gomes, conhecido como Índio.
“Assim que o
caso chegou ao nosso conhecimento, instauramos inquérito e demos início às
investigações. A vítima prestou depoimento e conseguimos identificar três
criminosos que participaram do ataque. Todos possuem uma extensa ficha
criminal. Pedimos à Justiça a prisão temporária deles por tentativa de
feminicídio e associação para o tráfico de drogas, além de medidas protetivas”,
informou a delegada de Arraial do Cabo.
O traficante
Zeu, mandante do crime contra a ex-companheira, tem em sua ficha criminal dois
assassinatos. Ele deixou a penitenciária em janeiro deste ano. Já Índio, foi
acusado pelo homicídio
do tenente da Polícia Militar Jeovany de Carvalho Brito, morto durante
uma troca de tiros no Morro da Cabocla, em janeiro de 2018. Ele foi colocado em
liberdade há três meses, menos de três anos após o crime. E Magrão saiu da
prisão em março deste ano.
Por G1 —
Região dos Lagos

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