Há mais de 40 dias, a família de Maycon Douglas Rodrigues Ferreira, de 25 anos, tenta provar a inocência dele num caso de roubo. O crime ocorreu em 13 de fevereiro de 2017, no município de Rio das Ostras. No entanto, nesse mesmo dia, ele estaria trabalhando na cidade do Rio.
Maycon Douglas
está preso desde o dia 4 de setembro, quando a polícia cumpriu um mandado de
prisão que estava aberto contra ele desde a época do crime. O rapaz, no
entanto, sequer tinha conhecimento de que estava envolvido em algum processo.
Muito menos que era considerado foragido.
Para tentar
provar a inocência, a defesa de Maycon Douglas vai anexar aos autos uma foto de
rede social, tirada no local de trabalho do rapaz, que é ajudante de transporte
numa empresa localizada no bairro da Penha.
— Ele tem foto
dentro da empresa, e o chefe dele naquela época lembra que ele estava lá. Ele
entrava às 7h, não tinha como ter cometido o roubo, que foi um pouco depois das
9h — explica Milene Souza, 18 anos, namorada de Maycon.
Jovem não sabia que respondia por crime
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| Foto foi postada por Maycon no dia do crime. Foto: Reprodução |
De acordo com o
advogado Márcio Carlos da Silva, Maycon Douglas foi apontado como coautor de um
roubo em Rio das Ostras junto com o irmão. O rapaz, no entanto, já foi
absolvido, mas Maycon nunca tomou conhecimento do fato, logo, nunca foi ouvido
nem representado legalmente.
Depois da
absolvição o irmão de Maycon, o processo foi desmembrado, e o ajudante de
transporte continuou respondendo sozinho. O advogado agora tenta anexar a foto
do jovem, feita no dia e num horário próximo ao do roubo, além de outras provas
de que ele estava a pelo menos 3 horas de distância do local do crime.
— Vou
protocolar esse material pessoalmente no cartório de Rio das Ostras na
segunda-feira. Essa fotografia deixa o Maycon muito perto de provar a inocência
— acredita Márcio Carlos da Silva.
Enquanto isso,
o ajudante de transporte continua encarcerado. Depois de passar pelos presídios
de Benfica e Tiago Teles, ele está aguardando o desenrolar do processo na
Cadeia Publica Juiza Patricia, em São Gonçalo.
— Quando
encontrei pela primeira vez com o Maycon, ele estava debilitado e depressivo.
Agora está melhor, está esperançoso — diz o advogado.
Thaís Sousa
/ Extra


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