
Cedae afirmou que vai recorrer da decisão.
Agência Brasil
Na decisão, a
agência reguladora penaliza empresa por falha grave na prestação de serviços
que colocou em risco a saúde da população
A Agenersa
(Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro)
multou a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) em cerca de R$ 5,7
milhões pela má qualidade da água oferecida à população da região metropolitana
do Rio no primeiro trimestre de 2020.
Na decisão, o
conselho da Agenersa entendeu que houve falha grave na prestação de serviços,
já que a água oferecida "estava com cor, odor e altos índices de
turbidez". O órgão afirmou ainda que a substância geosmina encontrada
colocou em risco a saúde dos usuários.
Segundo a
agência reguladora, a Cedae poderia ter evitado os problemas ocorridos. No
entanto, agiu tardiamente.
A penalidade
sofrida pela companhia corresponde à multa máxima permitida por lei estadual e
corresponde a 0,10% do faturamento da empresa nos últimos 12 meses.
A Cedae pode
recorrer da decisão, mas foi obrigada a apresentar, em até 15 dias, uma licença
ambiental da Estação de Tratamento do Guandu ou um termo de ajuste de conduta
que, de acordo com a Agenersa, a empresa alegou estar assinando com o Inea
(Instituto Estadual do Meio Ambiente). A companhia também deve enviar um
relatório mensal de acompanhamento do padrão da água do Guandu.
Em nota, a
Cedae afirmou que tomou conhecimento da decisão nesta quinta-feira (15) e que vai
recorrer dentro do prazo estabelecido.
Ana Beatriz
Araújo, do R7*
*Estagiária
do R7, sob supervisão de PH Rosa
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