
Movimento na reabertura da Ponte Internacional da Amizade.
CHRISTIAN RIZZI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A circulação no
Paraguai está permitida até 30 km da aduana e a permanência no país é de, no
máximo, 24 horas. Barreiras sanitárias foram montadas
Após quase sete meses fechada, a Ponte da Amizade, ligação entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este, foi reaberta na manhã desta quinta-feira (15), pelos governos do Brasil e Paraguai. Enquanto a portaria brasileira permite a entrada de pedestres em qualquer horário, o Paraguai adotou protocolo com restrições.
Estrangeiros só
podem ingressar no país de carro, moto ou van das 5h às 14h e o retorno está
liberado até a zero hora. A suspensão do bloqueio foi marcado pela expectativa
de comerciantes e taxistas, mas o movimento foi bem abaixo do normal.
A circulação no
Paraguai está permitida até 30 quilômetros da aduana e a permanência no país é
de, no máximo, 24 horas. Barreiras sanitárias foram montadas para o controle. O
protocolo do governo paraguaio é válido por 15 dias. Apesar da portaria do país
vizinho exigir testes de covid-19 para quem não reside em Foz, na prática, pelo
menos hoje, não ocorreu controle. A única exigência para quem ingressou de
carro ou moto foi o uso de máscara.
Ao amanhecer o
dia, pouco antes da reabertura, veículos aguardavam aval para cruzar a
fronteira, no lado brasileiro e no paraguaio. Boa parte das pessoas que
circulou nesta quinta era de moradores locais que retomaram o trabalho em um
dos países ou precisavam resolver questões pessoais. A paraguaia Liz Rolon
passou pela ponte e foi até a aduana brasileira para regularizar a situação
migratória, pendente desde as últimas férias de verão quando esteve no litoral
brasileiro. "Quando ia resolver, a ponte fechou."
Não foram os
moradores que comemoram a reabertura. Trabalhadores que dependem da
movimentação comercial entre Foz e Ciudad del Este voltaram a ver de volta os
clientes. O mototaxista paraguaio Tomás Duarte fez quatro corridas para Foz u
pela manhã e sentia-se aliviado. Já o mototaxista brasileiro Osnilde Brito
levou sete passageiros a Ciudad del Este, a maioria compristas e trabalhadores.
"Antes eu praticamente não estava trabalhando, fazia umas duas corridas
por dia", diz ele, que atua em um ponto na Vila Portes, nos limites da
ponte.
O comércio
paraguaio estava de portas abertas, mas o número de compristas foi pequeno. A
esperança de trabalhadores e comerciantes é de que nos próximos dias o
movimento seja maior. O fluxo de veículos no sentido Brasil-Paraguai também foi
tranquilo neste primeiro dia e bem abaixo do normal. No lado brasileiro, não
havia filas ou congestionamentos.
Foz do Iguaçu
reforçou sistema hospitalar e espera receber paraguaios em busca de atendimento
A fronteira
entre Foz e Ciudad del Este é considerada umas das mais movimentadas do Brasil.
Estimativa da Receita Federal, com base de dados registrados antes da pandemia,
indica que pela Ponte da Amizade circulam cerca de 100 mil pessoas e 40 mil
veículos ao dia, nos dois sentidos.
Para garantir a
retaguarda hospitalar, a prefeitura de Foz pediu ao Ministério da Saúde a
instalação de mais 70 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o
tratamento de pacientes com covid. A expectativa é que paraguaios e brasileiros
que vivem no país vizinho passem a procurar o sistema de saúde de Foz. Hoje, a
cidade tem 75 leitos.
Apesar de ter
sido fechada em 18 de março pelo Paraguai e, na sequência, pelo Brasil, a
circulação de caminhões e ambulâncias estava liberada na Ponte da Amizade. A
Ponte Tancredo Neves, entre Foz e Puerto Iguazú, Argentina, continua com
trânsito interrompido.
Agência
Estado
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