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| Marcelo Camargo | Agência Brasil |
O
vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira (26)
que é favorável à ideia de que estudantes universitários com condições
financeiras deveriam pagar para estudar em universidades públicas federais.
Para Mourão, os
valores arrecadados ajudariam a subsidiar o ingresso de jovens menos
favorecidos em instituições de ensino superior particulares.

“Uma visão que
tenho de longa data é que temos gente que, podendo pagar, está dentro da
universidade federal, recebendo ensino de graça. E que, uma vez formada, passa
única e exclusivamente a lidar com sua vida privada”, comentou o
vice-presidente.
A declaração
foi dada durante transmissão ao vivo organizada pelo grupo Ser Educacional,
mantenedor de seis instituições de ensino superior espalhadas pelo país, além
de escolas técnicas e forte presença no ensino à distância (EAD).
“Digo isto de
cadeira porque minha filha e meu filho estudaram em universidades federais. E
eu poderia ter pago algo. Seria normal”, acrescentou o vice-presidente ao
responder a pergunta de um dos sócios do grupo educacional, que queria saber se
o governo tinha alguma proposta para aumentar o número de alunos matriculados
no ensino superior.
“O Estado
brasileiro enfrenta uma crise fiscal grave. Uma crise que lhe dá pouco espaço
para soluções que utilizem recursos públicos de forma a termos um maior gasto
social”, começou respondendo Mourão, antes de acrescentar que a cobrança para
universitários com melhores condições financeiras seria uma forma de
compensação que ajudaria o Estado a ampliar investimentos em Educação.
“É algo em que
temos que pensar seriamente, sem preconceitos. Seria um recurso que poderia ser
canalizado para aqueles jovens que precisam de financiamento; uma compensação
muito justa. Temos que buscar espaço fiscal e fontes de financiamento. E uma
fonte seria esta”, disse Mourão, admitindo que, embora não tenha dados
precisos, acredita que a maioria dos estudantes matriculados nas universidades
públicas tem condições de pagar algo pelos estudos.
“O pagamento
que eles fizessem serviria para que mais alunos ingressassem no setor privado
e, consequentemente, aumentássemos nosso percentual de jovens com curso
superior”, concluiu o vice-presidente.
Por Marcos Rocha
As
informações são da Agência Brasil.

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