
Trabalhadores
do ramo terão reunião com a prefeitura nesta segunda-feira (24) para discutir
rumos de uma possível retomada
O fim de semana
nublado assustou os turistas da Praia do Forte, em Cabo Frio. Mas isso não significa
que a qualquer momento, assim que o tempo abrir, eles não estarão de volta.
Cenas como estacionamento movimentado pelos ônibus de turismo iriam se tornar
realidade a partir de 1º de setembro. No entanto, com a nova suspensão desses
veículos pela prefeitura, tudo voltou à estaca zero.
"Os
decretos são confeccionados de forma que a gente não entende, sem nenhuma
consulta técnica, sem nenhuma consulta aos grupos da cidade. Pode vir, mas não
pode ir à praia. Não faz sentido, é tudo conflitante. vou fazer aglomeração em
hospedaria, hotel, pousada?", afirma Adonay Silva, presidente da
Associação das Hospedarias Legalizadas de Cabo Frio.
Na quarta-feira
(19), a prefeitura publicou um decreto que proibiu a entrada de ônibus e vans
de turismo na cidade. Os processos de cadastro para a liberação dos grupos já
estavam em andamento, visando o feriado prolongado de 7 de setembro, mas a
decisão foi baseada no aumento do risco epidemiológico, já que, do dia 1º de
agosto ao dia 19, foram quase 370 novos casos de coronavírus e 20 mortes pela
doença. Entretanto, quem trabalha diretamente com o turismo, como guias e
barraqueiros, afirma que esse crescimento nos dados não tem haver em
específico, com esse setor.
"A gente
tem carro liberado, por que só ônibus foi proibido? Por que carros liberados? O
controle de ônibus é fácil, o de carro não. Quantos carros nós temos? A praia
tem de 10 a 12 mil pessoas no fim de semana. Eles vem pra cá nos carros. O
vírus aumentou? Aumentou o índice. Não foi por causa dos ônibus, foi devido aos
carros que estão vindo pra cidade", pontua Rafaelle Sherman, representante
dos Guias de Turismo de Cabo Frio.
E tudo isso
envolve vidas. Se por um lado, a saúde é primordial, por outro, o dinheiro é
necessário pra sobreviver.
"Nas
praias são quase cinco mil ambulantes diretamente e pessoas que dependem do
comércio ambulante indiretamente. A Secretaria de Assistência Social deu cestas
básicas por duas vezes, em abril e maio, e uma quantidade reduzida que não
contemplou nem 10% dos ambulantes que temos. Não sabemos mais o que fazer, pessoas
passando fome, uma cidade rica que deixa a população miserável", desabafa
Luciano Mello, presidente dos Sindicato dos Ambulantes de Cabo Frio e região.
Mas há uma luz
no fim do túnel. A Secretaria de Turismo tem um novo nome à frente da pasta,
Manoel Vieira, e novos rumos também podem vir. Pelo menos é a expectativa de
quem depende do turismo pra pagar as contas no fim do mês.
"Estamos
alegando que podemos trabalhar com álcool em gel, com máscara, os barraqueiros
podem até ajudar no distanciamento social. Esperamos que o prefeito nos atenda
na segunda-feira (24). Temos uma reunião às 18h e nós queremos ajudar, não
queremos ser empecilho, queremos voltar a trabalhar o mais rápido
possível", destaca o barraqueiro Wanderson Pitanga.
Por Roberta
Camargo — Cabo Frio - RJ
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