
Companhia também realizará testes para diesel renovável no Paraná
A diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, participou, na
terça-feira (23/06), de uma live transmitida pelo Youtube sobre “Mobilidade
Sustentável e o Futuro do Combustível”, promovida pela Associação Brasileira de
Engenharia Automotiva (AEA). No evento, Anelise apresentou os avanços no
desenvolvimento de combustíveis produzidos nas refinarias da Petrobras e
informou que a companhia se antecipou e já está pronta para produzir a
nova gasolina, atendendo à regulamentação da Agência Nacional do Petróleo
e Biocombustível (ANP) que entrará em vigor em agosto de 2020.
“A Petrobras já
está pronta para produzir essa nova gasolina. A nova especificação é
bem-vinda e vai aproximar a qualidade do combustível comercializado no Brasil
ao do mercado americano e europeu. A qualidade intrínseca da gasolina vai
aumentar em termos de octanagem e massa específica, o que significa um
combustível mais eficiente e melhor proteção aos motores dos veículos. Isso vai
permitir uma redução no consumo de gasolina por quilômetro rodado”, destacou Anelise
Lara.
A nova
especificação (Resolução ANP 807/20) entrará em vigor em duas fases: a primeira
em agosto de 2020 e a segunda em janeiro de 2022. A resolução estabelece que a
gasolina comum, tanto a produzida no Brasil como a importada, tenha uma massa
específica mínima de 715 kg/m³. Atualmente não existe requisito de massa
mínima para a gasolina comercializada no Brasil. Além disso, a nova
especificação também estabelece a necessidade de octanagem mínima de 92 pela
metodologia de RON, mais adequada às novas tecnologias de motores que já estão
sendo introduzidas no país.
Companhia
realizará testes para diesel renovável no Paraná
A diretora
Anelise também destacou os benefícios para o Brasil com a adoção do diesel
parafínico renovável (HVO), conhecido também como Diesel Verde. O novo
combustível poderá atender, em conjunto com o Biodiesel já existente, a parcela
de biocombustível que deve ser misturada ao diesel comercializado nos postos. A
adoção do HVO melhora o desempenho dos motores, evitando problemas como entupimentos
de filtros, bombas e bicos injetores que vem sendo observados na medida em que
o teor de biodiesel que compõe o diesel comercializado ao consumidor final
aumenta. Além disso, a utilização do diesel parafínico renovável contribuiria
para o país conseguir atingir, com as tecnologias veiculares conhecidas, a fase
P8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve
- 2022/2023). A Petrobras realizará testes de produção do diesel renovável na
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná, a partir
de julho. A entrada do combustível no mercado ainda depende de regulamentação
pela ANP.
“A viabilidade
econômica do diesel renovável dependente de seu reconhecimento no cumprimento
da regra de adição de biocombustíveis ao diesel, assunto que atualmente está em
discussão na ANP. Isso permitirá aumento da competitividade dos biocombustíveis
para o ciclo diesel”, explicou Anelise Lara.
O diesel
parafínico renovável ou HVO é um combustível que pode ser produzido em plantas
dedicadas ou através do coprocessamento de matéria-prima renovável (óleo
vegetal ou gorduras animais) em conjunto com o diesel mineral em unidades
dentro de refinarias de petróleo (processo H-Bio patenteado pela Petrobras).
Essa tecnologia resulta num combustível mais estável que o biodiesel, que é
produzido por um processo mais simples chamado transesterificação – em que óleo
vegetal ou gordura animal reage com um álcool em presença de catalisadores. O
biodiesel é produzido pelo setor agrícola e pelas usinas de biodiesel e
misturado ao diesel mineral, atualmente em uma proporção de, no mínimo, 12%
pelas distribuidoras de combustível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!