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| Paraguai manterá fronteiras fechadas, mas permitirá entregas em Ponta Porã (MS). DIvulgação |
O Paraguai
anunciou que manterá as fronteiras fechadas, medida adotada ainda em março
devido à pandemia do novo coronavírus, mas permitirá entregas em
domicílios de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, segundo informações divulgadas
nesta segunda-feira (15) pela ministra de Indústria e Comércio do país vizinho,
Liz Cramer.
"As
fronteiras são as áreas mais afetadas pela falta de abertura do país, o que
ainda não é visto", declarou Cramer em entrevista coletiva após uma
reunião de ministros com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no
início da chamada Fase 3 do retorno gradual às atividades.
Desde o
fechamento de suas fronteiras terrestres no início de março, Ciudad del Este, a
segunda maior cidade paraguaia e que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no
Paraná, tem sido uma das mais atingidas pela desaceleração econômica. Isso
porque boa parte de suas atividades dependem dos brasileiros.
Cramer afirmou
que, juntamente com outros ministros da área econômica e social, continuará as
reuniões nos próximos dias para tentar encontrar uma saída, como a
possibilidade de impulsionar o comércio eletrônico ou o transporte de carga,
que não parou durante a pandemia.
Outra região da
fronteira do Paraguai afetada pelo impacto econômico da pandemia é a cidade de
Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay, separada por uma
avenida de Ponta Porã. Entre essas cidades, há uma proposta de entregas em
domicílio.
"O projeto
já tem o seu piloto, e vamos poder anunciar que será viável em modo
experimental", disse a ministra, que enfatizou que o serviço será
supervisionado pelas autoridades sanitárias e pelo cordão militar que garante
o fechamento da fronteira.
"Como
existem praticamente dois bairros divididos por uma avenida, onde as Forças
Armadas estão atuando como contenção, a viabilidade do negócio foi
demonstrada", explicou Cramer, afirmando que também está sendo discutido
um programa de assistência exclusivamente para os moradores da fronteira.
Volta ao
trabalho
A terceira fase
da saída da quarentena, que durará três semanas, permite a reabertura de restaurantes, academias, teatros,
exames e defesa de diplomas no ensino superior, em meio a medidas protocolares
rigorosas.
Nesse sentido,
a ministra do Trabalho, Carla Bacigalupo, disse na mesma coletiva que esse
período permitirá o retorno ao trabalho de pouco mais de 30 mil trabalhadores
do setor de gastronomia. Anteriormente, cerca de 70 mil funcionários do setor
formal eram assistidos durante o confinamento por um subsídio do Instituto de
Previdência Social.
"O impacto
da quarentena foi em março, tivemos um pico em abril tanto de desemprego quanto
de suspensões contratuais, e em maio tivemos uma recuperação, ou seja, trabalhadores
saindo do estado suspenso", explicou.
Em 97 dias de
quarentena, o Paraguai registrou 1.289 casos confirmados de coronavírus
e 12 mortes por Covid-19.
Da EFE

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