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| Imagem: Reprodução/Twitter |
A nova
interferência do Poder Judiciário nas nomeações do Executivo pode gerar um
efeito cascata na Funai.
Citando uma
liminar recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a
juíza Janete Lima Miguel suspendeu a nomeação do militar de
carreira José Magalhães Pinto.
Magalhães Pinto
havia sido indicado para o posto de coordenador regional da Fundação Nacional
do Índio (Funai)
em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A magistrada
disse que o caso do coordenador regional “amolda-se justamente à mesma
situação” do delegado Alexandre
Ramagem, que foi indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro,
para o comando da Polícia Federal (PF).
Segundo a
revista Veja, a juíza cita inclusive o trecho em que Moraes
afirma que o Poder Executivo abre brecha para anulação de uma nomeação pelo
poder judiciário “quando o órgão administrativo utiliza-se de seu poder
discricionário para atingir fim diverso daquele que a lei fixou, ou seja,
quando ao utilizar-se indevidamente dos critérios da conveniência e
oportunidade, o agente desvia-se da finalidade de persecução do interesse público”.
A nova
interferência do Poder Judiciário nas nomeações do Executivo é considerada
importante porque pode gerar um efeito cascata no órgão indigenista.
Atualmente, ao menos 20 das 39 coordenadorias da Funai são chefiadas por
militares.
RENOVA Mídia

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