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Megaleilão
do petróleo pode gerar bilhões para o estado
do RJ e milhares de empregos
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Verba pode
gerar avanços nos investimentos e na geração de milhares e empregos, para
especialistas ouvidos pelo RJ2 nesta terça-feira (5). Excedente do pré-sal será
leiloado pela Petrobras nesta quarta-feira (6).
O megaleilão de
petróleo que ocorre nesta quarta-feira (6) pode tirar o Rio de Janeiro do
aperto financeiro, na avaliação de especialistas ligados ao setor de óleo e gás
que foram entrevistados pelo RJ2 nesta terça-feira (5). A arrecadação de
bilhões de reais pelo estado pode gerar avanços nos investimentos e geração de
milhares de empregos.
A Petrobras vai
vender o que encontrou além do previsto no início das pesquisas do pré-sal. Na
primeira rodada, quatro áreas vão a leilão. Se todas elas forem vendidas, o
Governo Federal ficará com um bônus de R$ 106 bilhões.
Os compradores
devem fazer o pagamento em dezembro. A expectativa é de que o repasse para o
estado seja de pelo menos R$ 2,3 bilhões.
Empregos em
2020
O setor de óleo
e gás já gera cerca de um terço de todos os recursos produzidos pelas
indústrias no Rio e, segundo os especialistas, o peso pode crescer ainda mais.
Há previsão de mais empregos a partir de 2020, com o pagamento de royalties do
petróleo nos próximos anos.
A expectativa é
saltar dos R$ 14 bilhões deste ano para R$ 16 bilhões em 2020. Em 2021, 2022 e
2023, são esperados R$ 17 bilhões.
"Acho que
o futuro do Rio de Janeiro já está contratado. Esta chance já está contratada é
uma questão de tempo e de gestão. E ter certeza que o setor mantenha a
atratividade para que os investimentos aconteçam e o setor possa capturar todo
esse valor que ele tem", opina Antônio Guimarães, secretário executivo de
exploração e produção do Instituto Brasileiro do Petróleo.
Segundo as
previsões, o RJ também poderá ter a geração de 200 mil novos postos de
trabalho.
"Cidades
litorâneas, portos, são utilizados como ponto de apoio de todas as atividades
de suporte às atividades nas plataformas que virão. A gente já começa a ver
movimentação em portos, indústrias, aeroportos, então o Rio de Janeiro vai ser
onde a atividade vai estar mais concentrada", explica o diretor-geral da
Agência Nacional do Petróleo, Décio Oddone.
Fernanda
Delgado, coordenadora e professora de pesquisa da Fundação Getúlio Vargas
Energia, diz que os municípios e estados precisam aproveitar bem estes
recursos.
"Resta
saber como isso vai ser manejado pelo governo do estado em prol da população,
em prol do desenvolvimento industrial e do desenvolvimento econômico pras
gerações futuras porque esse é o escopo essencial dos royalties", explica.
Por RJ2

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