Escritório de Adriana Ancelmo pagou salários de restaurante, diz testemunha; MPF vê lavagem de R$ 3,1 milhões | Rio das Ostras Jornal

Escritório de Adriana Ancelmo pagou salários de restaurante, diz testemunha; MPF vê lavagem de R$ 3,1 milhões

O ex-governador Sérgio Cabral deixa o prédio da Justiça
 Federal, no centro do Rio de Janeiro, na tarde desta
 segunda- feira, 13, após depor no caso da Operação
Unfair Play, que apura compra de votos para o
Rio sediar a Olimpíada — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Esquema "esquentou" dinheiro da organização criminosa liderada por Sérgio Cabral (MDB), segundo a denúncia. Quatro são réus em ação na Justiça Federal.
Ex-gerente financeiro do restaurante japonês Manekineko, Wagner Tiago de Souza confirmou à Justiça Federal que o escritório de advocacia da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), pagou o salário de funcionários do estabelecimento.
Segundo o Ministério Público Federal, o esquema lavou R$ 3,1 milhões. O depoimento foi dado ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, na tarde desta segunda-feira (5).
O ex-funcionário afirma que os trabalhadores do restaurante recebiam, além dos seus salários, um "bônus". Em 13 oportunidades — entre 2014 e 2016 — quem pagou a contado bônus foi o escritório de Adriana Ancelmo, que jamais prestou serviços para o restaurante.
A testemunha afirma que os valores dos falsos contratos eram "idênticos" aos da folha-bônus do Manekineko.
A denúncia contra Cabral foi aceita em outubro de 2018. Ele, a ex-primeira dama Adriana Ancelmo e outros dois são réus no processo.
Delação premiada
Também são acusados na ação penal o ex-sócio de Adriana Ancelmo, Thiago Aragão Gonçalves Pereira e Silva, e Italo Garritano Barros, dono do restaurante.
Em delação premiada, Italo delatou o esquema ao MPF. Ele é casado com a irmã da mulher de Thiago Aragão.
Segundo as investigações, o escritório usava dinheiro de propina, recebido de fornecedores do Governo, para pagar parte do salário dos funcionários do restaurante.
Como funcionava o esquema
O esquema começou em meados de 2014 e foi proposto por Thiago Aragão ao concunhado, que passava por dificuldades financeiras por causa de indenizações trabalhistas. Segundo o MPF, o esquema funcionava assim:
  • O Manekineko dividia a folha de pagamento em duas - A e B.
  • A folha A era paga regular e legalmente.
  • A folha B era paga 'por fora' da carteira de trabalho
  • Escritório de Adriana Ancelmo emitia notas idênticas ao valor da folha B
  • O escritório de advocacia não prestava nenhum serviço
  • Dinheiro utilizado no pagamento vinha de operadores de Sérgio Cabral
  • Com o pagamento por fora, o restaurante não pagava encargos trabalhistas
  • O valor voltava 'limpo' para organização de Cabral, através do escritório
Italo Barros também disse que, sabia que tinha praticado uma fraude trabalhista, mas foi surpreendido com as notícias de que o restaurante estaria lavando dinheiro através do escritório de Adriana Ancelmo.
Por Bárbara Carvalho, GloboNews

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