Empresa da China quer desenvolver órgãos humanos em animais | Rio das Ostras Jornal

Empresa da China quer desenvolver órgãos humanos em animais

Pesquisadores chineses estão tentando cultivar órgãos
 substitutos para humanos em animais.

Recentemente, uma startup chinesa chamada Qihan Biotech levantou US$ 20 milhões para desenvolver órgãos de reposição para humanos.
A empresa de edição de genes baseada em Hangzhou tem o objetivo de cultivar esses órgãos em porcos e outros animais.
Semanas atrás, o governo do Japão também concedeu permissão a cientistas para fabricação de órgãos humanos dentro de animais.
Caso sejam bem sucedidos, esses transplantes poderiam revolucionar a medicina.
A história do uso de tecidos animais para substituir tecidos humanos danificados ou doentes, conhecida como xenotransplante, remonta pelo menos à Europa do século XVI.
Os esforços baseados na ciência ganharam força no século 19, mas estagnaram quando profissionais e pacientes descobriram o quão fortemente o corpo humano rejeita órgãos estranhos.
A medicina alcançou um grande avanço nessa área apenas em meados do século 20 com o advento de drogas imunossupressoras.
Desde então, o xenotransplante tornou-se um ramo reconhecido da medicina. Válvulas cardíacas de porcos, por exemplo, são comumente usadas para substituir humanos defeituosos.
O interesse neste campo da medicina pode ser maior na China do que em qualquer outro lugar do mundo.
Graças ao envelhecimento da população e ao aumento dos níveis de renda que agora permitem que os pacientes administrem melhor doenças e condições crônicas, a demanda por órgãos está aumentando rapidamente.
A oferta não está perto de acompanhar a procura. De acordo com as estimativas mais recentes, existem aproximadamente 300.000 pacientes chineses esperando por transplantes a cada ano e apenas 10.000 doadores, informa o site Bloomberg.
Em um laboratório localizado na China, o pesquisador espanhol Juan Carlos Izpisúa criou pela primeira vez um ser híbrido entre humano e macaco no mês de julho deste ano.
O avanço faz parte de seu projeto para transformar animais de outras espécies em fábricas de órgãos para transplantes, segundo confirma ao jornal EL PAÍS sua colaboradora Estrella Núñez, bióloga e vice-reitora de pesquisa da Universidade Católica de Murcia (UCAM).
Renovamidia

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